Ordem faz ato de desagravo contra promotor que chamou advogado de “analfabeto”

A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) marcou para esta quinta-feira (15) um ato público de desagravo contra o promotor de Justiça Vinícius Gahvya, acusado de ter chamado o advogado Luciano Augusto Neves de "analfabeto".

 

O ato deve ser realizado em frente à sede das Promotorias de Justiça do Ministério Público Estadual, no Centro Político Administrativo da Capital. A suposta ofensa ocorreu no dia 27 de outubro, durante sessão do Tribunal do Júri, no Fórum de Cuiabá.

 

O pedido de desagravo – ato público que visa combater uma ofensa ou injúria sofrida por um advogado no exercício de sua militância ou em razão dela – foi autorizado pelo Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) e acatado pelo conselho da OAB, por unanimidade, no dia 18 de novembro. 

 

A decisão seguiu voto do conselheiro Pedro Martins Verão, que entendeu que o promotor ofendeu as prerrogativas do advogado e ofendeu toda a classe da advocacia.

 

De acordo com o presidente do TDP, André Stumpf, além do desagravo, serão apresentadas contra o promotor uma representação administrativa na Corregedoria do Ministério Público Estadual (MPE) e criminal no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

 

"No ato será feito a leitura do desagravo para que todos, até mesmo para o desagravado, saibam as razões e os motivos desse fundamento do nosso desagravo. Terá um carro de som em frente à sede das Promotorias, para que ele [Vinícius Gahyva] nos ouça do gabinete dele", disse a reportagem.

 

O caso 

Durante a sessão do júri do réu Jonas Alves da Guia, acusado pela morte do vendedor Jorge Tomaz Coelho, no dia 27 de outubro, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva teria chamado o advogado Luciano Augusto Neves de “analfabeto”. 

 

Segundo a ata da ação, o promotor não teria deixado o profissional realizar a sua defesa, interrompendo-o várias vezes durante o júri. 

 

A juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, teve que suspender o júri e marcar uma nova data – 8 de novembro – em razão da conduta do membro do Ministério Público Estadual (MPE). 

 

Por outro lado, Vinícius Gahvya afirmou que a discussão em questão ocorreu após o advogado Luciano Reis tê-lo chamado de “insignificante” e “palhaço”.

 

Segundo ele, o profissional já estava exaltado na audiência, após não ter conseguido redesignar o júri para uma nova data.

 

Outro lado

O promotor Vinícius Gahyva foi procurado pela reportagem, mas, até a edição dessa matéria, não retornou as ligações, nem respondeu a mensagem enviada via WhatsApp.

Autor: Airton Marques | Fonte: Redação/ Mídia News | Foto: Reprodução | Cidade: MT