Oscar diz que família teme por sua segurança devido à apuração da CPI

O deputado Oscar Bezerra (PSB), presidente da CPI das Obra da Copa, afirma que os trabalhos atingirão dezenas de empresas e valores que chegam a R$ 4 bilhões, além de empresários ficarem impedidos de contratar com o Estado.  Ele acredita que a situação pode até complicar para o seu lado. “O jogo vai ficar bruto ao ponto de minha família se preocupar com minha segurança”.

 

O assunto foi revelado pelo deputado ao ser questionado sobre o descrédito da CPI perante a opinião pública. O parlamentar volta a reafirmar que existe falta de vontade de que os trabalhos andem e isto é dentro da própria Assembleia, mas prefere não citar nomes para evitar problemas jurídicos.

 

Ainda na opinião do parlamentar, a população está acostumada com as comissões que acabam sem resultado efetivo e promete que esta CPI da Copa vai dar “pano pra manga”. “Muitos acham que sairão ileso, mas não vão”.

 

Oscar reforça ainda que não está disposto a presidir uma CPI que acabará em pizza. “Não vou propor sujar meu nome para participar de uma CPI que não vai dar em nada”, afirmou.

 

CPI das Obras da Copa

A CPI foi instalada em março e ouviu membros ligados à atual gestão responsáveis pelos relatórios da Controladoria Geral do Estado, que apontaram falhas nas obras e irregularidades, além de ter feito levantamento das que estão inacabadas. O ex-secretário da Copa Eder Moraes também já foi depor. 

 

Existe a expectativa ainda do depoimento do ex-deputado José Riva (PSD), apontado como “pai” do VLT, e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), porém, eles só deverão ser ouvidos quando os membros da CPI estiverem preparados para o interrogatório.

 

Oscar quer recolher mais documentos e escutar técnicos do Ministério das Cidades, evitando que questionamentos importantes possam ser ignorados pela CPI.

 

As reuniões da CPI foram suspensas após rompimento de contrato com empresa contratada por R$ 973 mil com dispensa de licitação para prestar assessoria e consultorias à comissão. 

 

A Assembleia agora assinará Termo de Ajustamento de Gestão com o Tribunal de Contas e deve fechar convênio com a Fundação da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para contratação e pagamento dos profissionais envolvidos na CPI. 

 

O TAG deve ser homologado em plenário do TCE na próxima terça (30) e Oscar Bezerra deverá convocar reunião extraordinária para aprovação do sumário, que irá ditar as regras para o processo investigativo. O documento está nas mãos do deputado Mauro Savi (PR) que pediu vista na última reunião.

Autor: Aline Marques | Fonte: Redação/ RD News | Foto: Reprodução | Cidade: Mato Grosso