Padrasto preso por degolar enteado mandou áudios para a mãe da vítima: ‘Amei matar’

Antes e depois de matar um dos enteados, de 17 anos, e esfaquear o outro, de 15, em Juína, a 737 km de Cuiabá, na segunda-feira (16), Jazenias Araújo dos Santos, de 45 anos, enviou áudios pelo WhatsApp à mãe das vítimas, dizendo que tinha adorado cometer o crime. Ele foi preso na última terça-feira (17) e o celular dele, apreendido e enviado para a perícia, de acordo com a Polícia Civil. A reportagem não localizou a defesa do suspeito.

 

Segundo a Polícia Civil, Jazenias foi preso quando andava a pé pela MT-170, possivelmente na tentativa de deixar o município.

 

Antes de esfaquear os adolescentes, ele avisou a mulher que algo aconteceria e que ela se lembraria desse dia “para o resto da vida”. No dia do crime, a mãe das vítimas estava em Cuiabá. Todos moravam juntos na mesma casa, em Juína.

 

“Você vai ver o que vai acontecer de hoje para amanhã. Você vai sofrer esse sofrimento o resto da vida. Você vai chorar e lembrar”, diz o homem, em trecho do áudio.

 

Jazenias ainda enviou outra mensagem à mulher, dizendo que havia “amado” cometer o crime. “E aí, Lu?! Você gostou de ver seus dois filhos mortos? Porque eu amei matar”, diz, em um dos áudios.

 

Em outra mensagem de áudio, o padrasto diz que o filho mais velho da mulher não estava em casa no momento do crime, mas que ele voltaria para matá-lo.

 

“Ele não está aqui, viu?! Mas eu vou voltar ainda para terminar de acertar o resto. Vou acertar ele bem acertado também. Você me aguarda. Seu belo gato vai rodar agora nesse momento. São 10 (minutos) para a meia-noite, todo domingo, aos 10 para a meia-noite você lembrará”, diz Jazenias, em mensagem.

 

O investigador Cléber Figueiredo contou que vários áudios foram enviados por Jazenias até o momento da prisão. De acordo com ele, o conteúdo das mensagens é “coisa de alucinado”.

 

Após a prisão, Jazenias tentou se enforcar na cela com a camisa que estava usando.

 

“Ele se diz arrependido, chora muito. No dia em que foi preso, tentou se enforcar com a própria camisa. Um dos presos gritou por ajuda e ele foi socorrido”, contou o policial.

 

Segundo o investigador, ainda não se sabe se Jazenias possui algum tipo de distúrbio mental. Ele não possui passagens pela polícia. “Antes de cometer o crime, ele levava uma vida normal e trabalhava de carteira assinada”, disse.

 

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Fonte: Redação / G1 MT | Foto: Reprodução / Marcos Di Perez/Juína News