Para Dal Molin, aumento do custo de vida está associado a alta carga tributária de Mato Grosso

O deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) voltou a cobrar um equilíbrio na arrecadação de impostos em Mato Grosso.

 

Para ele, o aumento da produção agrícola e a expansão no processo de agroindustrialização contribuem significativamente na arrecadação de impostos. Entretanto, a alta carga tributária restringe a competitividade de Mato Grosso se comparado aos demais estados da federação.

 

“É nítido que o valor que incide no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços [ICMS] e também sobre o Fundo Estadual de Transporte e Habitação [Fethab], em Mato Grosso, está muito acima à de estados vizinhos. Isso, obviamente, encarece o custo de vida do contribuinte e afasta novos investidores (…) é aquele velha história em que o estado fica mais rico e o povo cada dia mais pobre”, observa.

 

A afirmação foi feita durante um encontro com o advogado e ex-candidato a senador, Euclides Ribeiro (AVANTE).

 

Como exemplo, o parlamentar mato-grossense citou o aumento no preço dos combustíveis, do gás de cozinha e da conta de energia elétrica. Fatores que, segundo ele, influenciam negativamente no processo de produção.

 

“Mato Grosso tem a missão divina de produzir alimentos, mas isso está cada dia mais difícil em virtude dessa ‘sede’ de arrecadação. Praticamente tudo que chega a nossa mesa é transportado por rodovias. Se o Estado permite o aumento dos impostos que incidem sobre o combustível, automaticamente ele está incentivando o aumento da cesta básica, do leite, da carne, entre outros produtos essenciais para a manutenção de uma vida digna”, assinala o deputado que atualmente preside a Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA).

 

Ao lembrar a tentativa do governo em taxar a energia solar, o deputado foi categórico ao defender a segurança jurídica de empreendedores do setor. Ao tratar da agroindustrialização, Dal Molin estima que a produção de etanol seja responsável pela arrecadação anual de R$ 1 bilhão em tributos.

 

“O setor produtivo ainda sente a imposição de medidas restritivas para frear o avanço da pandemia de covid-19. Muitas empresas precisaram se reinventar, outras simplesmente fecharam às portas. Ao invés de propor solução, o governo reascende um assunto que já estava convalidado, desde 2019, e em consonância com a legislação federal. Ora, você não pode chegar no meio do jogo e mudar as regras a bel-prazer. Isso é injusto pra não dizer imoral”, asseverou.

 

Ao final do encontro, Dal Molin destacou o empreendedorismo do advogado em prol ao setor produtivo. Para ele é nítido o interesse da classe em contribuir nas discussões e na elaboração de políticas públicas voltadas às classes mais vulneráveis.

 

“É sempre muito proveitoso debater com alguém como o doutor Euclides Oliveira. Sua trajetória de vida marcada por lutas e superações reflete bem a origem do povo brasileiro. Somos um povo aguerrido, mas que continua a mercê de uma politica voltada aos interesses de uma minoria”, concluí Dal Molin.

 

“Doendo no bolso”

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2021 os cortes de luz por inadimplência em residências de baixa renda aumentaram 43,50%, se comparado com o mesmo período do ano passado.

 

Em virtude do inadimplemento, cerca de 13  mil consumidores tiveram o fornecimento de energia suspenso nos primeiros quatro meses do ano.

 

A tendência é de que esses números aumentem. Isso porque, no início deste mês, o órgão regulador autorizou a cobrança em tabela vermelha patamar 2 o que representa um acréscimo de R$ 6,24 para cada 100 quilowatts-hora consumido.

 

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação/Assessoria | Foto: Divulgação