PF tem 2 meses para fazer operações e concluir investigações contra Maggi

A Polícia Federal tem prazo de dois meses para realizar novas diligências e finalizar a fase de investigação contra o ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi (PP), por suposto recebimento de propina no montante de R$ 12 milhões da Odebrecht, no período em que foi governador do Estado.

 

O novo prazo foi concedido pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (6), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Esta foi a segunda vez que a PGR solicitou prazo na ação que investiga o ministro, o primeiro pedido ocorreu em janeiro deste ano.

 

A Polícia Federal passou a investigar Blairo Maggi, após executivos da Odebrecht, os delatores Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto, afirmarem que o ex-secretário de Fazenda Éder Moraes solicitou e recebeu R$ 12 milhões com o pretexto de contribuição para a campanha eleitoral de Maggi.

 

Os pagamentos foram descobertos nas planilhas encontradas no Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Segundo os investigadores, no documento, o apelido de Maggi era “Caldo” uma referência a um dos segmentos empresarial do político.

 

A propina seria paga em troca da liberação de créditos que a Odebrecht tinha com Mato Grosso por conta de obras realizadas na década de 1990.

 

Maggi nega ter recebido qualquer tipo de doação da empresa.

Autor: Rafael de Sousa | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução