Polícia apura carta que pode ter relação com assassinato de agente penitenciário em Lucas do Rio Verde

A Polícia Civil apura uma carta com supostas agressões a presos, que teriam sido cometidas por agentes penitenciários de Lucas do Rio Verde (a 360 quilômetros de Cuiabá). Segundo o G1, os policiais investigam a relação da carta com a morte do agente Elison Douglas da Silva, 37 anos.

 

Ele foi morto com vários tiros, ao menos 12, na porta de casa, em 30 de junho. Testemunhas relataram que os suspeitos passaram por várias vezes, ao longo do dia, em frente à casa do agente, antes de executá-lo. Quatro homens e um adolescente foram presos posteriormente.

 

Na carta que se tornou alvo de investigação, um preso comemora a morte do agente, que trabalhava no Centro de Detenção (CDP) de Lucas do Rio Verde, e cita que ele teria agredido um presidiário.

 

A Polícia Civil de Lucas do Rio Verde informou que o caso é tratado como execução. A delegacia confirmou que teve acesso à carta em que um preso relata supostas agressões atribuídas ao agente assassinado e a outro agente.

 

“Foi merecido porque homem nenhum pode passa (sic) o que o [nome do preso] passou e ficar de braços cruzados. O agente e o Douglas bateram muito no mano. Chutaram ele demais”, cita trecho da carta.

 

A Polícia Civil disse que já ouviu formalmente o agente citado na carta. O servidor negou as agressões e disse que o CDP tem "procedimentos e normas rígidas, que muitos presos não querem obedecer".

 

O agente afirmou que não extrapola nos procedimentos e que apenas segue os procedimentos impostos.

 

Celulares apreendidos com o adolescente estão sendo periciados. Três pessoas participaram do crime, entre elas o adolescente. Todos seriam membros de uma facção criminosa.

 

O adolescente está apreendido no Centro Socioeducativo de Cuiabá, o antigo Pomeri, na Capital. Ele morava na mesma rua em que o Elison vivia com a mulher e o filho. O agente teria abordado o adolescente, flagrado armado, algumas vezes e, por isso, já existia uma rixa entre eles.

 

O adolescente também teria participado de outros 3 homicídios em Mato Grosso. Apesar da carta, a polícia apura se o documento não teria sido "plantado" para justamente incriminar o agente citado.

 

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) disse, em nota, que aguardará a conclusão do inquérito policial que apura as circunstâncias da morte do agente penitenciário (Com informações do G1).

 

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Fonte: Redação / RD News | Foto: Reprodução