Polícia investiga lista de possíveis vítimas em Cuiabá e VG

O setor de inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), está investigando a suposta lista de “marcados para morrer”, que começou a circular na última semana, nas redes sociais. Na lista, moradores de alguns bairros de Cuiabá, que já possuem um histórico criminal.
A lista conta com nome completo, foto e o bairro que as supostas vítimas moram. Ao todo, 33 pessoas compõem o quadro e um deles já morreu.
Entre os nomes, há pessoas que respondem por homicídio, tráfico, associação criminosa e outros. A mensagem foi divulgada como se a lista tivesse sido criada pela Polícia Militar (PM).
“Lista negra da execução da Polícia Militar. Ordem do comando: encontrar e matar antes do carnaval”, diz trecho da mensagem seguida da lista.
Durante a semana, a instituição se manifestou e classificou a lista como um absurdo. A PM lembrou ainda que a instituição não foi criada para matar.
Em nota, a Sesp informou que analisa todas as informações que chegam por meio de denúncia anônima, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação.
Tanto é que o secretário da Sesp, Fábio Galindo, destacou que a inteligência está atuando para analisar o cenário e evitar que algumas informações relevantes sejam desconsideradas, ou ações precipitadas sejam provocadas.
“De um lado, se formos precipitados podemos incorrer em ações inusitadas, como seria o caso do suposto sumiço da criança no Parque Mãe Bonifácia, ano passado, quando na verdade o menino estava em casa com a mãe”, lembra.
Por outro lado, se a Segurança for omissa, podem perder grande oportunidade de prevenir crimes ou contribuir com as investigações em curso. “Por isso, o melhor caminho é a análise completa das informações, com prudência e pelo canal da inteligência para se chegar a uma conclusão segura”.
A Sesp saiu em defesa da PM, e disse que a reconhece como uma instituição séria e honrada e que qualquer policial ou grupo que não preze isso, será investigado e punido conforme manda a lei.
“A Sesp considera que a generalização e atribuição de uma ação criminosa a uma instituição deve ser repudiada e ressalta que se algum membro ou grupo isoladamente extrapola a missão policial será investigado, punido e excluído da corporação”.
Autor: Yuri Ramirez | Fonte: Redação / Folha Max | Foto: Reprodução
