Policiais fazem “lockdown” da Segurança por 1h nesta segunda-feira e cobram vacinação

As categorias das polícias Civil, Rodoviária Federal, Federal, Penal e Sistema Sócio Educativo – que compõem toda a Segurança Pública no Brasil – realizam hoje (22) uma paralisação de 1 hora, das 14h às 15h, horário local, para exigir a vacinação contra a Covid-19 para os trabalhadores que atuam diretamente na linha de frente em atendimento à sociedade e que não podem se eximir de seu dever constitucional, permanecendo em casa.

 

Conforme os órgãos, apesar da enorme exposição e quantidade de óbitos registrados em todo país, os profissionais da Segurança Pública não são considerados pelo governo federal como público prioritário para receber o imunizante.

 

Outro ponto, que motiva a manifestação, é o que classificam como "desmonte da Segurança Pública", com a edição, primeiramente da PEC 186 (oriunda do executivo federal e aprovada pelo Congresso Nacional) e, agora, com a Reforma Administrativa (PEC 32) que já está tramitando na Câmara Federal e que visa "usurpar direitos fundamentais conquistados".

 

Esta mobilização é uma ação organizada pela União dos Policiais do Brasil, entidade que congrega mais de 2 dezenas associações e sindicatos de agentes de Segurança Pública do país.

 

O sindicato dos Policiais Rodoviários Federais – SINPRF/MT – estará realizando a manifestação em frente à sede da PRF/MT Centro Sul. Já a Polícia Federal fará em frente à sede na avenida do CPA.

 

Conforme as corporações, dentre os retrocessos estão perdas de direitos e prerrogativas, que começaram na Reforma da Previdência, passaram pela Lei Complementar 173 e, mais recentemente, com a EC Emergencial. Agora, se avizinha mais uma proposta cheia de riscos para o serviço público: a Reforma Administrativa.

 

A proposta prevê, entre outros pontos, diversos prejuizos e riscos para as carreiras da segurança pública como o fim da estabilidade, a adoção do vínculo de experiência e a possibilidade de criação e extinção de cargos de chefia por decreto.

 

Tais medidas, se implementadas, implicarão em risco para a independência da atuação dos profissionais de segurança pública, assim como das instituições como órgão de estado e não de governo. Em todas as Bases Operacionais do estado também ocorrerá essa manifestação.

 

 

 

Fonte: Redação/RD News | Foto: Reprodução