Policiais militares e comerciantes são presos acusados de integrar grupo de extermínio em MT

A Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio das polícias Civil, Militar e Politec, deflagrou na manhã desta terça-feira (26) uma operação integrada para desarticular organização criminosa suspeita de envolvimento em vários crimes de homicídio por encomenda.
A operação "Mercenários" cumpriu até o momento 17 mandados de prisão e de busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande.
Entre os presos estão seis policiais militares, seis vigilantes, dois informantes, dois homens identificados como mandantes e um apontado como intermediário entre o grupo e os contratantes. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça de Várzea Grande.
Com os suspeitos foram apreendidas armas (espingardas calibre 12, pistolas 9 milímetros, revólveres) e munição, além balaclavas, coletes balísticos, placas de veículos, luvas, roupas camufladas e uniformes da PM.
As investigações são conduzidas desde o final de 2015 por uma força-tarefa constituída pela Sesp para apurar casos de homicídio com características semelhantes e considerados de "alta complexidade".
O trabalho, chefiado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou que o grupo preso nesta manhã está vinculado a pelo menos cinco casos de homicídio ocorridos entre os dias 3 de março e 13 de abril (2016) em Cuiabá e Várzea Grande. A motivação, segundo as investigações, era meramente financeira e as vítimas não estavam necessariamente vinculadas a crimes.
Entre os casos investigados por possível ligação com o grupo, está um triplo homicídio ocorrido há duas semanas no bairro Cristo Rei e o assassinato a tiros de um empresário no centro de Várzea Grande, no início de abril.
Conforme apurado pela reportagem, os policiais detidos são lotados no Comando Regional II, da cidade de Várzea Grande.
Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação
