Políticos da oposição vão ao protesto e defendem impeachment de Dilma

Políticos da oposição e lideranças de entidades participaram do protesto pelo impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT) em Cuiabá, o qual reuniu cerca de 14 mil pessoas. A manifestação contou com a presença do deputado federal Victório Galli (PSC), do vereador Renivaldo Nascimento (PDT), além dos tucanos Thelma de Oliveira, presidente do PSDB Mulher, Paulo Borges, secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá. Adriana Vandoni, secretária do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção e ainda o suplente de deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) também marcaram presença.
O presidente da OAB-MT, Maurício Aude, também participou da caminhada e pediu apoio para reunir assinaturas para o projeto de iniciativa popular referente à reforma política. Ele destacou que desde o início a entidade tem participado das manifestações e não poderia ficar de fora no combate à corrupção.
Questionado sobre o impeachment, Aude, como advogado, ressaltou a importância de que seja dado direito à ampla defesa e adiantou que até o momento ainda não há embasamento legal para que o pedido seja efetivado.
O que contraria o que diz uma das líderes do movimento Muda Brasil, Alcimar Moretti. Para ela, já existe base legal para o impeachment, mas falta vontade política por parte do Congresso.
Já Victório Galli adianta que votaria a favor do impeachment caso seja colocado para apreciação no plenário da Câmara. Recentemente, após romper com governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desengavetou alguns pedidos, dentre eles, o do advogado cuiabano Ulysses Lacerda Moraes, que também participou da manifestação.
Galli demonstrou total insatisfação com a gestão petista. “O governo da Dilma deu PT e não tem mais controle de nada. O cara da CUT diz que vai sair armado, mas o governo dela faz projeto para desarmar o povo e arma o PT. Para ter uma saída honrosa, o melhor caminho seria encaminhar a carta-renúncia, seria o melhor projeto apresentado por ela”, defendeu.
Renivaldo disse ter ido ao protesto como qualquer outro cidadão devido sua indignação com atual governo. “Esse governo do PT é corrupto. Esta quadrilha está há muito tempo na administração do país. O povo escolhe, mas também pode trar, é só vir para a rua”, afirmou.
Quanto a convocação que alguns partidos fizeram, o parlamentar considera legitimo, as reforça que a manifestação não é uma luta partidária. “Todos podem vir para a rua. (…) Esta é uma marcha da democracia”. O vereador, que também é advogado, reforça que caso seja comprovado que a presidente infringiu os artigos que caracterizam o impeachment, as instituições devem tomar providências.
Thelma de Oliveira, viúva do ex-governador Dante Oliveira que também liderou o movimento Diretas Já, traçou um paralelo entre as manifestações e destacou o fato de ser um protesto espontâneo. Para ela, é importante que as pessoas tomem a iniciativa de ir às ruas para combater a corrupção.
“Não saímos da Diretas Já para ver o país afundado em desvio de dinheiro público e não atender o povo”, afimrou. Ela contou ainda que o PSDB fez a convocação dos militantes, mas reforçou que o movimento tem uma liderança própria que o partido não faz parte da organização. “Não interferimos, apenas convocamos nosso militantes para engrossar o coro”.
Paulo Borges chegou acompanhado da família já ao final da manifestação e diz acreditar ser possível uma mudança no comando do país, seja pelo impeachment ou pela cassação, devido alguns processos que tramitam na Justiça Eleitoral contra a presidente. Para ele, esta é a vontade de 80% da população e diz que a atual gestão está sem credibilidade e perdeu também a confiança do povo.
Carlos Avalone chegou à Praça Alencastro acompanhado da família e disse destacou a indignação da população brasileira com a “corrupção deslavada” que vem sendo revelada. “O PT adora falar que não inventou a corrupção, mas ninguém institucionalizou tanto a corrupção como PT. Em todas as instituições tem alguém do PT. Esta sistematização é novidade”.
Sobre o impechment, o empreiteiro destaca que a presidente perdeu a credibilidade porque mentiu durante a campanha e tudo que ela disse que não faria, está fazendo. Ele destaca ainda que não há “luz no fim do túnel” para a população.
Avalone analisa ainda que as empresas ainda esperaram para demitir, mas iniciou esse processo em abril e esses trabalhadores que acreditam que conseguirão emprego, vão chegar ao final do ano desempregados. “Este será o pior natal dos últimos 50 anos”, concluiu.
Autor: Aline Marques | Fonte: Redação/ RD News | Foto: Gilberto Leite (Reprodução) | Cidade: Cuiabá
