Preso na Polygnonum, coordenador de Recursos Florestais é exonerado do cargo

O governador Mauro Mendes (DEM) exonerou o engenheiro florestal Ronnky Chaell Braga da Silva, preso na 6ª fase da Operação Polygnonum, deflagrada pela Polícia Civil na última segunda (16), do cargo de  coordenador de Recursos Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta (18).

 

 Ronnky, que foi candidato a deputado estadual em 2014 pelo PSC teve a residência, situada  no condomínio Brasil Beach, na Estrada da Guia, vasculhada pelos agentes da Delegacia Especializado do Meio Ambiente (Dema). Ele é suspeito de envolvimento em  fraudes ambientais, favorecendo o desmatamento ilegal em Mato Grosso.

 

Foram presos sete engenheiros florestais, um empresário, produtores rurais e servidores. No mesmo dia da deflagração da ação, 4 pessoas foram soltas. O caso corre sob segredo de Justiça.

 

Essa nova fase da Polygonum, com foco na tipologia de áreas, é resultado de investigações da  Dema  e do Ministério Público Estadual, com apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da própria Sema.

 

As investigações indicam que proprietários de imóveis rurais estariam fraudando o sistema ambiental com relatórios ambientais inidôneos. O imóvel localizado em bioma amazônico, por exemplo, pode ser desmatado em apenas 20%. Contudo, se a tipologia florestal for de cerrado, o proprietário tem direito a desmatar 65%. A modificação vinha sendo feita para burlar a regra.

 

Com um relatório falso aprovado pela Sema é possível desmatar mais do que o triplo permitido pelo Código Florestal. Assim, fazendeiro dono de 10 mil hectares, em região amazônica, poderá desmatar 4,5 mil hectares a mais com o relatório fraudado aprovado pela Sema.

 

Porém, essas informações ficam registradas no sistema e, com o uso de imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas, podem ser auditadas em qualquer momento, mesmo após os desmatamentos.

 

Ainda, durante o minucioso trabalho realizado por equipe de analistas da Sema, em apoio às fases anteriores da operação, foi possível fazer o cruzamento de informações.

 

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Autor: Jacques Gosch | Fonte: Redação / RD News | Foto: Reprodução