Procuradoria da ALMT afronta juiz e se manifesta favorável à soltura de deputado preso por corrupção

Procuradoria da Assembleia Legistiva de Mato Grosso (ALMT) se manifestou favorável para que a soltura do deputado Mauro Savi (PSB), preso durante a Operação Bônus, possa ser submetida aos votos dos parlamentares.
Por outro lado, a decisão do desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que mandou prendê-lo, diz que o órgão não poderá votar e revogar a prisão de Savi.
Um memorando, emitido nesta sexta-feira (11) e assinado pelo procurador-geral da ALMT Grhegory Maia, alega que a decisão do magistrado não se sustenta.
“Não vislumbro impedimento legal para a realização da sessão para a deliberação acerca da medida cautelar imposta ao deputado, uma vez que o julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade mencionadas na decisão está suspenso”, diz trecho do memorando.
Savi foi preso na quarta-feira (9) e é suspeito de participação num esquema de fraudes e desvio no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), conforme denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).
O deputado é apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) como sendo um dos chefes do esquema.
O parlmanetar passou por audiência de custódia, teve a prisão mantida e foi levado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).
Além dele, foram presos foram presos Paulo e Pedro Jorge Taques, primos do governador Pedro Taques (PSDB), e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo 'Grilo', e José Kobori.
Em outubro de, a ALMT votou e revogou a prisão do deputado Gilmar Fabris (PSD), preso na Operação Malebolge. À época, o deputados estaduais tiveram como base a votação do afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
O presidente da ALMT, Eduardo Botelho, que está em viagem, informou que ainda não teve acesso ao documento expedido pela Procuradoria da Assembleia. Ele afirmou ainda que os parlamentares só devem avaliar a possibilidade na semana que vem, quando ele retornar.
O MPE e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso informaram que não vão se manifestar com relação ao parecer da Procuradoria da ALMT.
Operação Bônus
A operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.
A primeira fase da Operação Bereré aconteceu em fevereiro deste anoe investigava um esquema que desviou dinheiro do Detran, com o apoio de políticos, por meio de empresas de fachada.
Em nota, o governo diz que o contrato com a empresa EIG Mercados Ltda (antiga FDL), por meio da qual teriam sido desviados recursos públicos do Detran, foi rompido após a primeira fase da operação, em fevereiro, e que "tomou todas as medidas administrativas necessárias para evitar prejuízo ao erário".
Fonte: Redação/ G1 MT | Foto: Reprodução
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