Produção de alimentos impulsiona indústria em MT, que cresce 19% em 2022

A produção industrial em Mato Grosso avançou de maneira expressiva no último ano. É o que indica a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com 19,4% de crescimento no acumulado do ano de 2022, o estado apresentou o maior crescimento entre os locais avaliados no país.

 

Isso ocorreu, sobretudo, pelo comportamento positivo vindo dos setores de produtos alimentícios como carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja) e de coque e produtos derivados do petróleo. 

 

O IBGE também deu destaque para a produção de biocombustíveis (álcool etílico) no estado, que é tida como uma atividade estratégica para Mato Grosso. Isso porque o estado é um dos principais produtores de grãos no Brasil, como soja e milho, que são matérias-primas para a produção de biocombustíveis.

 

Na comparação entre o mês de novembro de 2022 e dezembro de 2022 a produção da indústria de Mato Grosso também apresentou a maior variação do país: 5,8%, seguida do estado do Amazonas (5,6%), com ambos marcando o segundo mês seguido de crescimento na produção, período em que acumularam ganhos de 8,9% e 5,8%, respectivamente.

 

Os resultados positivos encontrados em Mato Grosso não se repetiram em todos os locais avaliados pela pesquisa. A produção industrial nacional teve expansão em 10 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE entre novembro e dezembro. Ao longo de 2022, oito dos 15 locais tiveram taxas negativas, com as maiores quedas ocorrendo em Pará e Espírito Santo devido à indústria extrativa de minério de ferro e outros produtos minerais, respectivamente. 

 

Outros estados como Paraná, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais e Região Nordeste também tiveram queda na produção. A produção nacional começou 2022 com taxas positivas, mas houve um declínio a partir do segundo semestre devido a fatores como inflação, aumento de juros e baixa geração de empregos, além de desabastecimento de insumos e aumento de preços de matérias-primas.

 

A pesquisa também mostrou que a produção industrial nacional teve uma redução de 1,3% entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022, com 11 dos 15 locais pesquisados tendo resultados negativos. Os maiores recuos foram no Espírito Santo (-21,9%), Pará (-10,3%), Goiás (-10,2%) e Paraná (-10,0%). Enquanto isso, o Rio de Janeiro (5,7%) teve o maior avanço, seguido por São Paulo (2,0%), Mato Grosso (1,2%) e Rio Grande do Sul (0,7%).

 

 

 

Autor: Safira Campos | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Agência Brasil