Produtor de caju do Distrito de Novo Mato Grosso tem safra recorde, e colhe 40 toneladas em 2014

Com pouco mais de 12 hectares de terra plantada o morador do Distrito de Novo Mato Grosso Zelemino Ferrari se tornou um dos maiores produtores de caju do Norte de Mato Grosso, para esse ano a estimativa de colheita é de 40 toneladas da fruta, um negócio lucrativo com venda garantida.
A propriedade rural distante 50 Km da Sede do Município foi visitada nesta quinta- feira (09), pela Secretária de Agricultura e Meio Ambiente Jaqueline Amaral, atenta as necessidades da Região ela conversou com produtores, e acompanhou de perto uma tarde de colheita.
“O senhor Ferrari é a prova de que quando se quer se consegue, o nosso objetivo agora é difundir essa ideia para outros distritos e assentamentos, influenciando novos produtores familiares a aderirem a esse projeto”, explicou Jaqueline que ainda destacou a importância do Poder Executivo.
“Juntos nós somos mais fortes, vamos orientar e oferecer estrutura técnica aos pequenos produtores, o objetivo é trazer novas empresas do ramo para o município, porque exportar o produto bruto se podemos beneficiar a produção aqui”, ressaltou.
A iniciativa partiu de 29 produtores do município de Nova Ubiratã em meados de 2000, após visitar uma produção de cajus na cidade de Rosário Oeste eles decidiram plantar as mudas de forma experimental, com o passar dos anos quase todos desistiram da ideia, menos o insistente Zelemino Ferrari que com a ajuda da família semeou 2.300 cada uma compradas á R$ 2,50 centavos e adquiridas com o apoio de uma cooperativa local.
A primeira colheita veio dois anos depois e não foi muito animadora, cerca de 4,8 toneladas da fruta foram retiradas dos pés, e revendidas a uma empresa especializada em sucos naturais da cidade Sinop.
Mesmo com o desestimulo de muitos o produtor persistiu, aumentando a área plantada que hoje ocupa 12 hectares de terra, a família cresceu e com ela a produção que esse ano deve ser de cerca de 40 toneladas da fruta, que será vendida á R$ 55,00 centavos o quilo, outro atrativo é a castanha do caju, cerca seis mil quilos já foram comercializadas á R$ 2,50 centavos bruto, se for limpa o preço sobe para R$ 35,00 reais o quilo.
Segundo o Ferrari, toda produção é recolhida pelo comprador no distrito onde funciona um espaço para a higienização, e armazenamento das frutas que são acondicionadas em uma câmara fria, já as castanhas são expostas ao sol em um tipo de girau (mesas), suspensas do solo onde permanecem por sete dias para a secagem parcial.
Com uma renda anual média R$ 50 mil reais, o produtor se diz satisfeito com o resultado da pequena lavoura.
“Hoje eu vivo feliz, não tenho muito trabalho e minha renda-extra está garantida, gasto cerca de quatro mil reais por ano com a manutenção dos pés de caju, o que me sobra é lucro”, destaca Ferrari que também é proprietário de uma fazenda de 1.800 hectares.
Questionado se tem interesse em mudar de ramo, o produtor é categórico. “De jeito nenhum, não tenho mais idade pra plantar grandes lavouras, hoje vivo bem com os meus 12 hectares de Terra”, sorridente finaliza.
Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação | Foto: Agostinho Jr. | Cidade: Nova Ubiratã
