Produtores de algodão alertam que ação imprudente de Mauro pode prejudicar

Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) reagiu às declarações do governador eleito Mauro Mendes (DEM) que prometeu aumentar a cobrança de tributos sobre o setor. O presidente da entidade, Alexandre Pedro Schenkel, alerta que qualquer ação imprudente pode gerar enormes prejuízos ao Estado.

 

Ocorre que Mauro, ao anunciar que Mauro pretende  unificar o Fethab 1 (cobrado sobre commodities)   e  Fethab 2 (cobrado sobre o óleo diesel), disse que  pretende estender a cobrança para algumas cadeias produtivas, citando como exemplo a do algodão. Segundo ele, a medida pode gerar incremento na arrecadação de R$ 300 milhões.

 

Schenkel esclarece que o setor teve conhecimento do posicionamento de Mauro pela imprensa. Lembra ainda que a Ampa  não foi formalmente convocada para uma discussão sobre o tema.

 

“A Ampa reitera publicamente que está à disposição da equipe de transição do novo governo, bem como do próprio governador eleito, para apresentar os números do setor, o volume de contribuição já existente e os riscos no aumento da carga tributária que poderá gerar uma retração da economia, impactando as demais arrecadações e onerando a sociedade”, diz trecho de comunicado divulgado pela Ampa nesta quarta (12).

 

“Os produtores de algodão não deixarão de cumprir com suas obrigações de pagar seus impostos e contribuir com o aumento de emprego e renda”

 

O presidente da Ampa destaca que a entidade espera que as decisões de Mauro não sejam tomadas de forma unilateral, sem diálogo e    sem um conhecimento completo do funcionamento do  setor considerado fundamental para a economia de Mato Grosso. Reitera também que os    produtores de algodão pagam impostos, arrecadam ICMS e ainda contribuem  atualmente com dois fundos (Fethab 1 e 2).  

 

“Os produtores de algodão não deixarão de cumprir com suas obrigações de pagar seus impostos e contribuir com o aumento de emprego e renda, mas defendemos que a atuação do Governo do Estado seja igualitária, fazendo a sua parte com a diminuição da máquina pública, pois desta forma terá o apoio de todos que contribuem para o desenvolvimento”, concluiu.

Autor: Jacques Gosch | Fonte: Redação / RD News | Foto: Reprodução