Produtores rurais de MT adotam método que maximiza área de cultivo

Na última semana, produtores rurais de Lucas do Rio Verde (MT) aprenderam a fazer a horta do tipo mandala e ainda orgânica. O ensinamento foi repassado no curso de Olericultura Orgânica ofertado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e sindicato sural.

 

A área total de cultivo ficou em 45m², 15% a mais do que seria se fosse plantada no formato convencional no espaço que os produtores tinham disponível.

 

Segundo o instrutor credenciado ao Senar-MT, Roberto Tomazoni, além de proporcionar maior área de cultivo, o modelo escolhido facilitou o alcance da irrigação. “Com apenas um aspersor conseguimos alcançar toda a área da horta e de maneira uniforme, o que no modelo tradicional não seria possível”, explica.

 

A capacitação ensinou sobre conhecimentos técnicos, cálculos e preparo de biofertilizantes como o feno, esterco, folhas de árvores e silagem. “As grandes vantagens do orgânico é que conseguimos reutilizar todos esses compostos para a adubação, o que reduz os custos por não precisar comprar fertilizantes químicos. Também conseguimos utilizar compostos que imitam a mata e inibem ataques severos de pragas”, destaca Tomazoni.

 

Parte do composto orgânico para adubação

Os participantes, divididos entre produtores rurais e trabalhadores da fazenda, plantaram rúcula, salsinha, alface roxo e alface lisa, hortelã, entre outros. Deyvid Henrique é de Novo Horizonte do Norte e aproveitou para fazer o curso em Lucas do Rio Verde. “Aprendi esse novo formato e achei muito interessante”, destacou.

 

José Paulo de Oliveira é produtor rural, nasceu na roça, mas ainda não conhecia o sistema de mandala. “Eu trabalho com agricultura familiar e pretendo fazer esse modelo de horta na chácara da minha família. Além disso, agora que sei preparar os biofertilizantes, acredito que terei uma produção melhor”.

 

A olericultura orgânica designa o ramo da horticultura que busca desenvolver uma produção ecologicamente equilibrada e estável, economicamente produtiva e de elevada eficiência quanto à utilização dos recursos naturais.

 

Com carga horária de 40 horas, os participantes aprenderão sobre análise, correção e adubação do solo; produção de mudas; tratos culturais; adubos orgânicos; fungicidas e inseticidas orgânicos e noções de gestão. Os cursos são ofertados de forma gratuita.

 

 

 

 

 

Autor: Gabriel Cavalheiro | Fonte: Redação/Canal Rural | Foto: Divulgação/CNA

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  • Foto: Divulgação/CNA