Promessa antiga reacende debate na internet sobre a volta do Orkut

A possível volta do Orkut, rede social que marcou gerações nos anos 2000, voltou a movimentar a nesta terça-feira (9). Em uma publicação no , o criador Orkut Büyükkökten afirma estar “trabalhando duro para trazer o Orkut de volta”.
Apesar da declaração, a promessa não é nova. O texto em questão está disponível desde 2022, e até agora não há data oficial para o relançamento da rede, tampouco detalhes sobre como será a nova versão.
Criado em janeiro de 2004, o Orkut foi um dos primeiros grandes fenômenos das redes sociais no Brasil. A plataforma permitia interações por meio de scraps, depoimentos e comunidades, e chegou a reunir 300 milhões de usuários no mundo — sendo o Brasil o país com maior número de perfis.
O fim da rede social foi decretado em 30 de setembro de 2014. Na época, a rede já não conseguia competir com o crescimento do Facebook e foi descontinuada pela Google, responsável pela operação.
A discussão sobre o retorno ganhou força novamente em agosto de 2024, quando o engenheiro turco Orkut Büyükkökten participou da Rio Innovation Week, no Rio de Janeiro.
Durante o evento, ele afirmou que a volta da rede está sendo planejada com executivos brasileiros, principalmente em São Paulo, e deve acontecer “em um futuro próximo”. No entanto, mais uma vez, nenhuma data foi anunciada.
A expectativa voltou a tomar conta das redes sociais nesta terça-feira (9), com uma enxurrada de memes, lembranças nostálgicas e torcida pela volta dos tempos de comunidades como “Eu odeio acordar cedo” ou “Tenho medo de agulha, mas tiro sangue de boa”.
Apesar do burburinho, o retorno da plataforma ainda não foi oficialmente confirmado. No site oficial, segue apenas uma mensagem assinada por Büyükkökten e um formulário para que os interessados deixem o e-mail e recebam novidades.
A proposta do “novo Orkut”, segundo o criador, é oferecer uma alternativa mais humana às redes atuais, criticando o excesso de anúncios, algoritmos e métricas de engajamento de plataformas como Facebook e Instagram.
Mesmo sem previsão para voltar, os antigos usuários fãs seguem no aguardo — e na nostalgia.
Autor: Ana Karla Flores | Fonte: Redação/Primeira Página | Foto: Reprodução/Redes Sociais
