Rackers podem ter invadido sistema de gerenciamento de dados da Prefeitura de Sorriso

Uma fonte do site ubirata24horas, ligada á Prefeitura Municipal de Sorriso, informou agora a pouco que o sistema de gerenciamento de dados da entidade foi invadido por um grupo de criminosos virtuais.
Ainda de acordo com a fonte, os invasores estariam exigindo cerca de R$ 10 mil dólares para desbloquear o sistema onde são armazenados todos os dados referentes a movimentação financeira e pessoal da prefeitura.
Procurada pela reportagem a Secretária de Administração de Sorriso, Marilene Felicitá Savi, confirmou a existência de problemas técnicos no setor, porém negou a possível invasão de rackers.
“Nós realmente identificamos uma falha no sistema, nesse momento técnicos da empresa responsável pelo programa, assim com os profissionais da prefeitura trabalham para normalizar a situação e investigar o que aconteceu”, declarou através de sua assessoria de imprensa.
A reportagem apurou que outras prefeituras da Região, incluindo a da cidade de Nova Ubiratã, também estariam sendo vítimas de invasores.
“Uma pessoa nos contatou via telefone e avisou que o nosso sistema também seria invadido, por medida de segurança nós realizamos uma varredura completa no programa, além de fazer backup dos documentos e dados importantes”, disse durante entrevista o Secretário de Finanças de Nova Ubiratã, Arnon Soares Vandes.
Segundo um técnico de segurança, que preferiu não se identificar, a ação usada pelos rackers é conhecida como sequestro de dados, e só é possível graças a implantação de um vírus chamado Crypto Locker.
“A rede é contaminada através de falsos e-mails emitidos em nome de fornecedores, agências bancárias, empresas de renome e até instituições de ensino, em seguida eles sequestram todos os seus dados, que só são liberados após o pagamento do resgate”, explicou o especialista.
Conforme o delegado de Policia Civil de Sorriso, Pablo Borges, até então a suspeita era de uma possível tentativa de estelionato.
“Eu fui notificado na parte da manhã sobre a situação e aconselhei que os responsáveis pelo setor procurassem a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrências (B.O), a princípio por tentativa de estelionato, agora se for confirmado esse suposto sequestro de dados aí nós teremos que acionar a Gerência de Combate Contra Crimes Tecnológicos (GCAT) de Cuiabá, que é o grupo especializado para atuar em crimes virtuais”, disse.
Autor: Sirlei Maria | Fonte: Redação | Foto: Ilustrativa (Reprodução)
