Relator afirma que provas contra Selma são incontestáveis e mostram crimes eleitorais

Ao ler seu relatório manifestando pela cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Og Fernandes, aproveitou para criticar o fato da Legislação ser omissa no período de pré-campanha. Destacou que muitos candidatos acabam usando esse vazio para extrapolar o permitido e que a campanha de Selma fez isso em 2018. Para ele, as provas são incontroversas. 

 

Primeiro citou que Selma recebeu R$ 1,5 milhão do suplente. Segundo fato incontroverso, de acordo com o ministro, foi que o dinheiro foi parar nas mãos da então pré-candidata através de duas transferência eletrônicas, a primeira em abril e a segunda em junho. O terceiro fato é a apresentação de um contrato de mútuo entre Selma e Possamai. Entretanto, empréstimo com fins de financimento de campanha tem que ser feitos por meio de bancos. 

 

O quarto fato incontroverso, segundo o ministro, foi a celebração de contrato com a empresa Genius Publicidade, antes mesmo do período eleitoral, para a prestação de serviços que foi firmado em abril de 2018. Além disso, Selma Arruda teria efetuado de sua conta pessoal cheques para pessoas e empresas que também atuaram na campanha.

 

Outro ponto citado pelo ministro do TSE é que Gilberto foi escolhido suplente em convenção em 5 de agosto e no dia 7 de agosto emitiu cheque para pagar a empresa Genius. Entretanto, a candidatura só foi registrada em 13 de agosto de 2018, momento em que poderia haver pagamento de campanha. 

 

Também foi destacada a doação de Selma para a própria campanha no valor R$ 180 mil, porém, ela declarou à Justiça ter bens estimados em R$ 283 mil, ou seja, além do que poderia. Assim como o pagamento de R$ 80 mil a empresa KGM, antes do período eleitoral. Empresa esta que recebeu R$ 140 mil antes da campanha e outros R$ 400 mil durante o pleito. Da mesma forma como outras pessoas receberam da conta pessoal de Selma e da conta de campanha da senadora. 

 

Quanto aos R$ 1,5 milhões repassados por Possamai, o ministro disse não há prova de que houve compra da vaga de suplente. Era preciso demonstrar que a repasse do dinheiro seria condicionada à vaga de suplente. O ministro disse ver com certa naturalidade o fato do cabeça de chapa ser uma pessoa conhecida e o suplente um rico que vá bancar a campanha, destacou que isso não é crime no Brasil. 

 

Mas que eles anteciparam a eleição para o Senado de Mato Grosso e destacou que Selma mesmo admitiu em seu recurso que tomou empréstimo com seu suplente para pagar despesas de pré-campanha e análise da sua candidatura futura. 

 

Autor: Thiago Andrade | Fonte: Redação /GD | Foto: Divulgação