Representantes de classes e moradores defendem implantação de projeto de pavimentação asfáltica

“Não aguentamos mais conviver em meio à poeira. Quando adquirimos aqueles lotes, a cerca de oito anos atrás, nos prometeram o asfalto e até agora nada”, esse desabafo foi feito pelo morador do bairro Jardim Primavera, Ibanês Antônio Pavan, durante a audiência pública que debateu a contratação de R$ 11 milhões em crédito para pavimentação de todas as vias de Nova Ubiratã.

 

Proprietário de uma empresa especializada em manutenção de ar condicionado e auto elétrica veicular, ele defendeu a abertura de crédito junto à Caixa Econômica Federal e cobrou celeridade na execução do projeto.

 

“Eu estou aqui para cobrar que meu bairro [Jardim Primavera] também seja contemplado o mais rápido possível (….) eu e os demais moradores estamos cansados de promessas”, assevera.

 

Promovida pela Administração Municipal, nesta quarta-feira (24), na Câmara Municipal de Vereadores, a audiência contou com a participação de 150 pessoas, entre elas estudantes, professores, líderes religiosos, membros dos poderes Executivo e Legislativo e de entidades representativas como os sindicatos dos trabalhares e dos produtores rurais.

 

“Somos o 2º maior produtor de grãos de Mato Grosso e, mesmo assim, ainda enfrentamos muitas dificuldades quando o assunto é infraestrutura. Precisamos pensar grande (sic) e planejar Nova Ubiratã para o futuro”, assinala.

 

Outro representante de classe que também defendeu a celeridade do projeto foi o vereador do distrito de Entre Rios, a 150 quilômetros da sede, Jaime Hobold Junior. Para ele, a pavimentação do perímetro urbano abre um precedente para que as comunidades rurais também sejam contempladas.

 

“Atualmente apenas 58% da sede está pavimentada. Acredito que se concluirmos a pavimentação daqui, num futuro bem próximo, poderemos consolidar um projeto semelhante para beneficiar os distritos”, avalia.

 

“Como representante da sociedade ubiratãense eu quero reafirmar publicamente que sou, e sempre serei favorável a todo projeto que traga benefícios a nossa cidade. Quero aproveitar para sugerir ao Poder Executivo que inclua, nesse projeto de pavimentação, a localidade que será destinada para a construção de casas populares”, pontua.

 

Diagnóstico de infraestrutura

Durante a audiência o gestor do município, Valdenir José dos Santos, apresentou um diagnóstico detalhado das obras de pavimentação asfáltica desenvolvida entre os anos de 1996 e 2018.

 

“Conforme os dados demonstram de 58% das vias pavimentadas, 13,01% foram concluídas até 2003. Já a segunda gestão municipal fez 14,35% do pavimento enquanto que a nossa foi responsável pela construção 31,37% de toda pavimentação realizada em Nova Ubiratã. Se continuarmos nesse ritmo, mesmo tendo uma administração empenhada como a minha, precisaremos de no mínimo mais 10 anos para concluir a pavimentação em todas as ruas do município”, argumentou.

 

Em outro momento da apresentação, Valdenir explicou sobre as taxas de juros, forma de parcelamento proposto pela entidade federal.

 

“O investimento será quitado em 120 meses, com taxas de juros que podem variar entre 6% e 4% e carência de 24 meses para o pagamento da primeira parcela. Referente aos juros, eles devem ser reduzidos proporcionalmente conforme os convênios firmados entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal”, conclui o gestor.

Autor: Michel Ferreira | Fonte: Divulgação/Assessoria | Foto: Divulgação