Riva diz que é inocente e defende Janaína de acusações de ex-servidora

Acusado de chefiar um esquema de desvio de verbas de suprimentos da Assembleia Legislativa, entre os anos de 2010 e 2014, o ex-deputado José Geraldo Riva (sem partido) voltou a dizer que é inocente e que vai provar isso na próxima audiência marcada para o dia 28 deste mês, quando deve ser finalizada a fase de instrução do processo conduzido pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá.
Após a oitiva de duas testemunhas de defesa, que foram seus funcionários na Assembleia, Riva disse que irá comprovar que as verbas de suprimentos eram utilizadas para gastos com setores ligados à Presidência, como Espaço Cidadania, TV Assembleia, Instituto Memória, Cerimonial entre outros. “Eu não desviei dinheiro, eu não roubei. Nesse caso, na Metástase, por exemplo, o meu gabinete tinha uma demanda muito grande, se atendia muito”, afirma.
O deputado se defende ressaltando que os recursos disponíveis não eram compatíveis com a demanda da Assembleia. “No meu depoimento, eu vou ter a oportunidade de mostrar como foi gasto esse recurso, que ninguém pegou um centavo desse recurso, pelo contrário, tem um rombo lá porque o dinheiro é insuficiente pra bancar as demandas”, disse.
Sobre a delação de Marisol Castro Sodré sobre o suposto “mensalinho” de R$ 4 mil recebidos por Janaína Riva (PMDB), o ex-deputado defendeu a herdeira. “Em hipótese alguma! Essa questão da delação, não é que eu sou contra o instituto da delação, eu sou contra as pessoas que fazem delação buscando benefício em cima de mentira. Seria no mínimo incoerente a Janaína ir na Assembleia buscar R$ 4 mil comigo indo e voltando na Assembleia três vezes ao dia, todos os dias. É sacanagem!”, enfatizou.
Metástase/ Célula Mãe
O esquema de desvio de verbas da Assembleia Legislativa foi investigado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco),que prendeu em setembro do ano passado, 21 pessoas ligadas ao crime. Deste grupo, o ex-deputado José Riva é apontado como o suposto chefe do esquema de desvio por meio de "verbas de suprimentos", ou seja, o dinheiro que deveria ser usado para manutenção da Assembleia (como marmitas e materiais gráficos) mas na verdade era usado para pagar despesas fictícias. Além de despesas pessoais, o dinheiro desviado era utilizado para pagar “mensalinhos” de valores entre R$ 4 mil e R$ 8 mil.
Autor: Celly Silva | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução | Cidade: MT
