Saiba quem são os 3 advogados investigados por suposta fraude para transferir chefe de facção a MT

Os advogados Felipe Augusto Dourileu de Rezende, Gerson Tomé Trevisol e Pablini Maiar Barbosa Belfort Medeiros são os três investigados na Operação Reescrita, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (28), em Cuiabá. Eles são suspeitos de envolvimento em uma suposta fraude documental que teria como objetivo transferir um integrante de uma facção criminosa de um presídio federal no Paraná para Mato Grosso.
A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em residências dos investigados e um em um escritório de advocacia, todos na capital mato-grossense.
A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Suposta decisão judicial falsificada
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a identificação de uma suposta decisão judicial que determinaria a transferência de Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como Miro Louco, da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Miro Louco é apontado pela Polícia Civil como vice-chefe de uma facção criminosa que atua em Mato Grosso.
Durante a apuração, os investigadores identificaram que o documento apresentado à Justiça não teria sido produzido por um magistrado e não constava nos registros oficiais do processo.
A polícia também encontrou inconsistências no código de validação e indícios de que o arquivo teria sido editado fora do sistema judicial.
Conforme a investigação, um dos envolvidos teria participado da elaboração ou edição do documento, enquanto os outros dois teriam apresentado e utilizado o arquivo perante a Justiça. A participação individual de cada advogado ainda é apurada.
Durante as buscas, os policiais procuram celulares, computadores, documentos e outros dispositivos eletrônicos que possam contribuir para esclarecer a origem do arquivo e a possível participação dos investigados.
O que diz a OAB-MT?
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informou que, por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, acompanhou o cumprimento dos mandados para garantir o respeito às prerrogativas profissionais dos advogados investigados.
A entidade esclareceu ainda que, caso sejam identificadas eventuais infrações éticas, os fatos poderão ser analisados pelo Tribunal de Ética e Disciplina.
A reportagem busca contato com as defesas dos três advogados citados. Até a última atualização, não havia recebido manifestação dos representantes legais. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
- Fonte: Redação/Primeira Página
- Autor: Renato Silva
- Foto: Reprodução



