Secretaria de Saúde confirma três casos de febre amarela em animais na Capital

A secretaria de Saúde de Cuiabá confirmou a morte por febre amarela de três animais no Centro Político Administrativo (CPA). A contaminação iniciou com macaco retirado morto do local em novembro do ano passado e, em seguida, os outros animais tiveram diagnóstico da doença, no Cinturão Verde e no Sucuri, ambos zonas rurais. 

 

A informação foi divulgada nesta segunda (19). A diretora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Moema Blatt, explica que os casos, no entanto, não são motivos para pânico da população, pois medidas de prevenção estariam sendo tomadas desde março do ano passado. 

 

“Cuiabá, assim como Mato Grosso, é considerada área de risco de febre amarela, sendo classificada como área de recomendação de vacinação em rotina, motivo pelo qual a maior parte das pessoas é vacinada. Lembrando que, por diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS), estabelecida em 2013, uma única dose da vacina em qualquer fase da vida é suficiente para imunizar”, ressalta.

 

Segundo a gestora, o teste da doença nos outros dois animais foi feito por suspeita de contaminação com o caso já confirmado no Centro Político. Conforme o Centro de Informações Estratégicas, de março a dezembro de 2017 foram removidos 35 macacos de áreas de mata suspeitas de contaminação. Neste ano, já houve 12 retiradas. O centro reforça que os animais são recolhidos na condição de suspeitos.

 

A febre amarela é transmitida pelo Aedes Aegypit, o mesmo vetor da dengue, febre chikungunya e o zika vírus. Além da vacina, a secretaria de Saúde afirma que o meio prevenção é o repelente. A pesquisadora da UFMT, Rosina Djunko, alerta que pode ocorrer infestação de mosquito em período pós-chuvas, que também acarreta a incidência da dengue, chikungunya e o zika.

Autor: Reinaldo Fernandes | Fonte: Redação / Rd News