Seduc terá dois calendários e deve punir professores faltosos

A secretaria de Educação do Estado anunciou que vai trabalhar com dois calendários escolares em 2017, para organizar o sistema que sofreu distorções por conta da greve dos professores no ano passado que durou 67 dias.

 

As unidades escolares que não aderiram ao movimento vão começar as aulas no dia 13 de fevereiro, já àquelas que fecharam por conta da paralisação só darão início às atividades de 2017 em 13 de março. Até o dia 31 de janeiro essas escolas ainda estarão repondo o conteúdo atrasado.

 

Em entrevista ao Jornal da Capital (Rádio Capital FM 101,9) desta quarta-feira (11), o secretário Adjunto de Políticas Educacionais da Seduc/MT, Edinaldo Gomes de Souza, esclareceu como será o processo de matrículas, também diferenciado devido ao impacto no calendário.

  

"As matrículas nas escolas que não aderiram à greve começa amanhã (12) e vai até sexta-feira (13) e para àquelas que aderiram acontecerá entre os dias 20 e 24 de fevereiro", explicou.

 

Para os novos alunos, as matrículas serão realizadas on-line por meio do site da Secretaria de Educação. Já os alunos que já estão na escola a rematrícula vai ocorrer na própria unidade. "Com essas medidas não teremos qualquer fila na rede estadual", garantiu o secretário.

 

Reposição de aulas

Dos 67 dias de paralisação dos professores em 2016, 38 influenciaram diretamente nos dias letivos. "Não conseguimos concluir a carga horário no ano passado e por isso foi necessário estender as aulas até 31 de janeiro de 2017", esclareceu Edinaldo.

 

O secretário justificou a medida do Estado em não cortar o ponto dos grevistas durante o movimento.

 

"O Estado poderia ter suspendido os salários dos servidores contratados, porém o governador entendeu que isso traria grandes prejuízos para os funcionários e nada mais justo que os professores retornarem agora pra fazer essa reposição. Lembrando que não haverá nesse período o pagamento por essas aulas, porque o Estado já pagou", complementa.

 

Todas as escolas da rede estadual, que precisam repor o calendário, retornaram ontem (10), porém alguns professores ainda se recusaram a trabalhar.  De acordo como secretário, um número insignificante.

  

"Dos quase 20 mil professores, apenas 50 se recusaram a repor as aulas, mas o Estado vai acionar todos eles, e cobrar os 67 dias que permaneceram paralisados. Acionando esse profissional, ele deve entrar na dívida ativa do Estado sofrendo consequências, como a impossibilidade de atuar no serviço público e assumir qualquer outro cargo em caso de aprovação em concurso", alerta.

  

Política Educacional

Durante a entrevista, o secretário reafirmou os projetos que deverão ser implementados ao longo deste ano. "Temos desenvolvido a escola em tempo integral, formação contínua dos professores, gestão escolar e políticas voltadas para o esporte e a cultura. Vamos fazer um grande programa de alfabetização de jovens e adultos na baixada cuiabana. Pois, Mato Grosso possui 7,5% de analfabetos e a maior concentração está no Vale do Rio Cuiabá", assinala. 

Fonte: Redação/ Blog do Antero | Foto: Divulgação | Cidade: Mato Grosso