Senadores de MT minimizam prisão de ex-ministro e votam contra CPI do MEC

Os três senadores da bancada de Mato Grosso no Senado Federal não assinaram o requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MEC. A comissão tem como objetivo investigar as denúncias de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Educação (MEC), sob a gestão do ex-secretário Milton Ribeiro, preso no dia 22 pela Polícia Federal.

 

A reportagem entrou em contato com o senador Fábio Garcia (União), que está ocupando a vaga como primeiro suplente do senador licenciado Jayme Campos (União), e foi informada por meio da assessoria de imprensa de que ele não vai se manifestar sobre o assunto ainda, alegando que não teve acesso ao requerimento e quer analisa-lo melhor.

 

Já a senadora Margareth Buzetti (PP), que ocupa a suplência do senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), alegou que em termos de conveniência e oportunidade, o momento pré-eleitoral pode prejudicar o escopo de uma CPI, que deve ser insenta e ter o tempo necessário para apurar o que se propõe.

 

“Neste momento, o mais sensato é deixar a justiça, bem como a Polícia Federal, continuar seu trabalho de investigação”, diz trecho do posicionamento da senadora encaminhado à reportagem pela sua assessoria de imprensa.

 

Já o senador Welligton Fagundes (PL) foi procurado por meio da assessoria, mas sem sucesso. Na manhã desta quarta-feira (29), o senador esteve ao lado do governador Mauro Mendes na inauguração do raio de segurança máxima da Penitenciária Central do Estado (PCE), a maior de Mato Grosso.

 

CPI

O requerimento de instalação da CPI do MEC foi protocolado na terça-feira (28) pelos senadores da oposição, com objetivo de investigar as denúncias que levaram a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e de dois pastores, Gilmar Santos e Arlinton Moura na última semana.

 

Segundo a Polícia Federal, o ministro e os pastores estão envolvidos em uma suposta irregularidade de verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ribeiro chegou a ser preso, mas foi solto um dia depois.

 

Para que a comissão seja efetivada, agora cabe ao senador, presidente do órgão, Rodrigo Pacheco (PSD). Ele deve ler o documento protocolado para ‘abrir os trabalhos’ da CPI.

 

Autor: Yuri Ramires | Fonte: Redação/Gazeta Digital | Foto: Divulgação

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