Seremos o celeiro do mundo, diz senador após assinatura para construção de ferrovia

A assinatura do contrato com a Rumo S/A para construção da primeira ferrovia estadual de Mato Grosso trouxe grande expectativa de que o Estado se torne o celeiro do mundo na produção de alimentos.
Recordista na exportação de soja, carnes, milho e demais produtos oriundos do agronegócio, a promessa é que Mato Grosso tome a liderança do Brasil no nível internacional de produtores. A renda total gerada no país pelo agronegócio deve atingir este ano o volume recorde de R$ 965 bilhões.
Os números são animadores. O Estado é responsável por 41% do Produto Interno Bruto (PIB) e lidera a retomada da economia brasileira após a pandemia da covid-19. Mato Grosso é responsável por quase 30% da safra nacional.
Senadores por Mato Grosso comemoram a chegada da ferrovia. O modal terá 730 quilômetros de linha férrea que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, e que vão se conectar à malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).
“Quanto mais infraestrutura nós fizermos, mais Mato Grosso vai responder ao Brasil. Porque é um Estado com produção muito alta e agora, com a tecnologia Mato Grosso já tem uma agricultura de precisão, então com o 5G seremos o grande celeiro do mundo. Estamos tomando uma iniciativa porque a rodovia é toda dentro do Estado e isso facilitará que no futuro outros estados, e até municípios, possam também tomar essa iniciativa, porque a ferrovia tem que ter seus ramais e será possível”, comentou o senador Wellington Fagundes (PL).
Para Jayme Campos (DEM), a ferrovia é um grande avanço, levando em consideração que o transporte deve baratear o custo do frete e, consequentemente, da produção. “Hoje se concretiza um sonho de 50 anos dos mato-grossenses, sobretudo dos cuiabanos, que sonhavam em ter uma ferrovia passando por Cuiabá. Estou muito feliz, até porque tenho minha contribuição, sendo membro titular da Comissão de Infraestrutura”.
O contrato foi assinado nesta segunda-feira (20), e agora a previsão é de que o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá estará concluído e em funcionamento no ano de 2025; enquanto a operação no trecho Cuiabá a Lucas do Rio Verde deve começar em 2028. O investimento da empresa é na ordem de R$ 11,2 bilhões, de recursos 100% privados, com possibilidade de explorar o modal por 45 anos, sendo prorrogável pelo mesmo tempo.
Autor: Ana Adélia Jácomo | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: Reprodução/Lenine Martins/Secom-MT
