Silval usou dinheiro sujo para comprar 5 emissoras de rádio em São Paulo e Mato Grosso

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) confessou em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR) que usou dinheiro de propina pago pela empresa Consignum, do empresário Willians Mischur, para comprar várias concessões de rádios no interior do Estado e em São Paulo.

 

Em Mato Grosso, os pagamentos são investigados por meio da Operação Sodoma – que apura desvios de recursos públicos na Secretaria de Estado de Administração (SAD).

 

Silval contou à procuradora da República Vanessa Zago que, há cerca de quatro anos, comprou do ex-deputado estadual José Geraldo Riva quatro concessões de rádio, que ainda não estão em funcionamento porque aguarda transferência documental junto ao Ministério das Comunicações para o nome do irmão dele, Antonio Barbosa.

 

O valor da negociação, segundo o ex-governador, foi de R$ 1 milhão parcelado em 10 vezes de R$ 100 mil. O dinheiro para quitar a dívida saiu de contratos que o Governo mantinha com a empresa de crédito consignado Consignum. Mischur também responde como réu na Sodoma.

 

O restante do dinheiro chegou às mãos de Silval por meio de aplicação junto ao dono das lojas Solução Cosmética, Jurandir da Silva Vieira. Ele teria, de acordo com as investigações da Sodoma, lavado o dinheiro para o filho de Silval, Rodrigo Barbosa.

 

Na delação, Silval conta que além das quatro rádios, a propina pagou outra emissora adquirida em São José do Rio Preto (SP). Nesta rádio, Silval teria investido R$ 1,8 milhão desviado dos cofres públicos, em 2013. 

 

O valor foi angariado pelo então secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), Valdísio Juliano Viriato.

Autor: Rafael de Sousa | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Reprodução

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