Soja fecha o dia em alta na CBOT e tem leves ganhos no Brasil

Nesta segunda-feira (15), depois de uma sessão de movimentações pouco expressivas, os futuros da soja fecharam o dia em campo positivo na Bolsa de Chicago. As posições mais negociadas terminaram o dia com ganhos entre 4,25 e 5,75 pontos, com o contrato novembro/14 cotado a US$ 9,89 por bushel, alta de 0,43% em relação à última sexta-feira (12). 

 

Segundo analistas, o mercado refletiu a tentativa de recuperação dos preços depois das expressivas baixas registradas nas últimas semanas e as boas notícias vindas da demanda. Além disso, a chegada de uma frente fria nos Estados Unidos no último final de semana trouxe algum alívio às cotações, porém, de acordo com informações de sites internacionais, os danos foram mínimos às lavouras. 

 

No Brasil, preços melhores também foram registrados, principalmente nos portos. Em Rio Grande, a alta para a soja com entrega para maio/15 foi de 1,75% a R$ 58,00 por saca, enquanto em Paranaguá, o preço permaneceu estável nos R$ 55,50/saca. 

 

Comercialização

Apesar disso,  a comercialização no Brasil segue travada, o que acaba trazendo algum suporte às cotações, senão como fator de alta, ao menos como um limitador das baixas. “Devido a baixos preços e insegurança em diversas regiões do mundo, os três países que produzem mais de 85% da soja do mundo – Argentina, Brasil e EUA – não vão vender, e com isso vemos pouca oscilação”, diz o consultor. 

 

Essa situação de negócios quase paralisados vem sendo refletidas em prêmios ainda positivos nos portos brasileiros. Apesar de exibirem uma ligeira queda nesta segunda-feira em relação aos números da última semana, os prêmios mostram que o interesse da demanda ainda persiste e os compradores seguem, portanto, estimulando os compradores – retraídos – a voltarem a vender. Para o contrato novembro, o prêmio pago no porto de Paranaguá está em US$ 2,30 sobre o valor praticado em Chicago, , que leva a soja a US$ 12,17 por bushel, com o contrato sendo negociado a US$ 9,87.

 

“O problema de preço muito baixo não é só do produtor, mas também do comprador. Quando o mercado está parasalisado, há uma estagnação de negócios, e isso também gera dúvida e insegurança nos compradores. Ele compra ‘da mão para a boca’, volumes estritamente necessários para não alavancar preços e para não perder a oportunidade de comprar a preços menores. Então, estamos em um momento muito ruim de negócios, mas isso limita novas quedas“, diz o consultor de mercado Ênio Fernandes. 

Fonte: Redação/ Noticias Agrícolas | Foto: Ilustrativo | Cidade: Brasil