Sorriso e outras cidades são alvos de operação da Defaz; empresários detidos

Policiais civis da Delegacia de Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) cumprem nove mandados de prisão na manhã desta quinta-feira (3) por conta da operação Crédito Podre II. Os alvos são empresários da cidade de Campo Verde, Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso e Primavera do Leste.
A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro do ano passado. O grupo, formado por servidores da Secretaria de Fazenda e empresários, chegaram a sonegar mais de R$ 140 milhões em ICMS.
Neusa Lagemann de Campos, proprietária da empresa Fertisol Comércio e representações LTDA, de Sorriso, foi uma das pessoas detidas em dezembro do ano passado. Ela foi presa e depois liberada para responder o processo em liberdade.
Todos responderão por crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documento falso, uso indevido de selo público e sonegação fiscal.
O delegado da Defaz, Sylvio do Vale Ferreira Junior, disse que diversos documentos foram analisados pelo Núcleo de Análise de Documentos (NAD) e as mídias digitais como celulares, HD’s, pendrive, computadores pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
“A organização criminosa, mediante a produção de documentos ideologicamente falsos constitui empresas de fachadas, posteriormente, promove a sonegação do ICMS, possibilitando que os integrantes desta robusta organização criminosa ofereçam ao mercado, mercadorias mais baratas, já que não recolhem o tributo incidente sobre a mercadoria", disse o delegado Sylvio do Vale Ferreira Júnior, que preside o inquérito policial iniciado em fevereiro de 2017.
Presos da primeira fase
Entre os presos da primeira fase da operação, deflagrada em dezembro do ano passado, estão os irmãos Theo e Marcelo Medina,sócios proprietários da empresa Vigor Cereais, com sede em Rondonópolis.
Rivaldo Alves da Cunha, sócio proprietário da Genesis Agrocomercial, com sede em Cuiabá, também teve o mandado de prisão cumprido.
Segundo a Polícia Civil, as duas empresas são acusadas de acumular estoque de crédito de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) de origem duvidosa com o objetivo de promover a sonegação do imposto.
Os demais presos foram identificados como Paulo H. Alvez Ferreira, Paulo Serafim da Silva, Kamil Costa de Paula, Evandro Teixeira de Rezende, Paulo Pereira da Silva, JeanCarlos Lara, Cloves Conceição da Silva, Rogério Rocha Delmindo, Diego de Jesus da Conceição, Wagner Fernandes, Valdecir Marques e Rivaldo Ferreira Junior.
Autor: Max Aguiar/Luis Vinícius/Felipe Leonel | Fonte: Redação / Híper Notícias | Foto: Reprodução
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