Sozinho, Mato Grosso soma quase 30% de toda a produção nacional de grãos

Mato Grosso mantém sua liderança consolidada na produção nacional de grãos, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (11.11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sozinho, o estado conta com uma participação de 28,5% de toda a produção brasileira, seguido do Rio Grande do Sul (15,0%) e do Paraná (13,2%).
De acordo com o levantamento, Mato Grosso segue em um bom crescimento. No comparativo entre a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de outubro e setembro, o estado produziu 77.208 toneladas a mais, ficando atrás apenas do crescimento registrado pelos estados de Rondônia (199.710 toneladas), no Pará (141.710 toneladas).
Um dos destaques mato-grossenses deve-se à produção de feijão. Nesta avaliação, as Unidades da Federação com maior participação na estimativa de produção da safra foram Paraná (19,5%), Minas Gerais (19,3%) e Mato Grosso (12,7%). Nem mesmo os problemas climáticos, que a afetaram a ocorrência de chuvas este ano, afetaram a produção.
No mês de outubro, a estimativa da produção da primeira safra deste grão teve crescimento de 161,9% em Mato Grosso frente ao mês de setembro. O estado também conseguiu manter boa estimativa para a segunda safra, que registrou crescimento de 52,6%. A terceira safra também apresenta resultado positivo, que, apesar de tímido, é o melhor entre todos os estados: 4,5%.
Estimativa nacional para 2022
No cenário nacional, a primeira estimativa da produção de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas para 2022 é de uma safra recorde de 270,7 milhões de toneladas, com alta de 7,8% (ou mais 19,5 milhões de toneladas) frente a 2021. A expectativa é que o milho seja o principal responsável por esse aumento.
Após uma grande queda na produção em 2021, por conta do atraso do plantio da 2ª safra e da falta de chuvas nos principais estados produtores, a previsão para 2022 é de alta de 11,1% para a 1ª safra (ou 2,8 milhões de toneladas) e de 26,8% para 2ª safra (ou 16,2 milhões). “Espera-se um ano dentro da normalidade climática, o que pode propiciar a recuperação das lavouras”, afirma o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.
Autor: Safira Campos | Fonte: Redação/PNB Online | Foto: GCom-MT
