Suspeita de extorquir casais, estudante de direito é presa pela polícia

A estudante de Direito presa nesta quarta-feira (4), em Tangará da Serra, acusada de participar de um esquema de “sextorsão”, foi identificada como B. d. F..
Em algumas situações, diante da recusa do pagamento, o conteúdo foi divulgado
Segundo o delegado Antenor Pimentel, da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), as investigações apontaram pelo menos 15 vítimas do esquema em diversos estados do Brasil.
Entre as vítimas estão homens e mulheres, em especial casais liberais, que eram abordados por meio de mensagens, extorquidos e submetidos a intensa pressão psicológica para não terem informações íntimas divulgadas.
Além da prisão da mulher, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão e de quebra de sigilo contra um morador de Alta Floresta, que se apresentava como “hacker” e “designer gráfico”.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.
Modus operandi
Para praticar o crime, a investigada coletava imagens e referências em sites de relacionamento e, a partir disso, montava um dossiê em PDF, minuciosamente editado, reunindo fotos íntimas ao lado de dados pessoais, como perfis em redes sociais e locais de trabalho. Em seguida, exigia pagamento como condição para não divulgar o material.
Durante as diligências, foi constatado que a investigada mantinha, em armazenamento, registros e materiais vinculados às extorsões, incluindo prints de conversas relativas a diversas abordagens e mensagens de envio de conteúdo sensível das vítimas a terceiros.
Os fatos caracterizam a prática dos crimes de extorsão e de divulgação de cena de conteúdo íntimo sem consentimento.
Segundo o delegado, a gravidade do caso não se limitou às ameaças de exposição.
“Em algumas situações, diante da recusa do pagamento, o conteúdo foi efetivamente divulgado, ampliando o dano psicológico e gerando repercussões familiares, sociais e profissionais”, disse o delegado.
Diante do conjunto probatório, o delegado representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça com a finalidade de interromper a continuidade delitiva e resguardar a ordem pública.
Quanto ao “hacker”, as investigações apontaram que ele possui perfil compatível com a obtenção de informações pessoais e com a produção e diagramação do material utilizado para constranger e extorquir as vítimas.
Autor: Liz Brunetto | Fonte: Redação/Mídia News | Foto: Plantão TGA
- Fonte: Redação/Mídia News
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- Foto: Plantão TGA

