Taques nega interferência no Gaeco e vai processar prefeito de Sinop

O governador Pedro Taques (PSDB) irá acionar judicialmente o prefeito de Sinop, Juarez Costa (PMDB), por conta das acusações de que teria interferido para que o Gaeco (Grupo de Ação Especial Contra o Crime Organizado) e o NACO (Núcleo de Ação de Competência Originária) deflagrasse a “Operação Sorrelfa”, realizada na tarde de ontem. A operação cumpriu mandados na residência e nos gabinetes do prefeito e da primeira-dama de Sinop, Ivone Costa. 

 

Além disso, imóveis do casal em Santa Catarina foram revistados pelos agentes. As investigações apuram um suposto enriquecimento ilícito por parte do prefeito nos últimos anos e crimes de “lavagem de dinheiro”.

 

Ontem, Juarez atribuiu a operação a disputa política no município. Segundo ele, o grupo do governador, que tem o ex-deputado federal Roberto Dorner (PSD) como candidato, articulou a operação para atingir a candidatura da vice-prefeita, Rosana Martinelli (PR).

 

Nesta sexta-feira, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, reagiu as declarações do prefeito e anunciou a ação que o governador moverá na Justiça. 

 

“Nós precisamos acabar com essa mania que das pessoas que tem cargo público falar o que bem entende e não sofrer a consequências legais disso. O que ele disse, que o governador foi quem interferiu para que o Gaeco fizesse essa operação, é uma mentira e é um crime. Ele atribuiu ao governador um crime e vai ter que provar o que falou”, colocou o secretário.

 

O secretário classificou os ataques de Juarez ao governador como uma forma de desviar o foco das investigações. “Ele tem que responder pelos atos que está sendo investigado. Não tem que atribuir isso a nenhuma interferência do governador, nem a alguma questão política. Ele está sendo investigado por desvio de recurso público e tem que explicar isso”, assinalou.

 

Em ato realizado pelo Governo, Pedro Taques evitou comentar as declarações do prefeito. Ele simplesmente negou qualquer tipo de interferência junto ao Gaeco ou ao Ministério Público. “Imagine se eu tivesse esse poder de mandar no Gaeco, ou no Tribunal de Justiça. Agora, eu tenho certeza que aquele que tem a polícia na porta de sua casa, fica preocupado né”, ironizou.

Autor: Gilson Nasser | Fonte: Redação / Folha Max | Foto: Reprodução | Cidade: Veja vídeo