‘Taxação do agro não é simpática, mas necessária’, comenta ministra, em Sinop

 

Diante da inesgotável discussão em torno da taxação do agronegócio em Mato Grosso, que se concretizou com o novo Fethab aprovado em janeiro deste ano, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, avalia que o Governador Mauro Mendes (DEM) não tomou uma medida “simpática”, mas necessária, e que quando a situação econômica do país mudar após a Reforma da Previdência, o democrata deverá ser o primeiro a mudar a situação revogando a taxação.

 

“O governador não fez isso por que quis. Naturalmente que teve motivos para fazer. Não é uma matéria simpática. É momentânea. Quando o Estado se desenvolver, a Reforma da Previdência passar tenho certeza que o governador vai ser o primeiro a mudar essa posição. O governador teve essa posição, não é bom, mas teve que fazer”, defendeu a ministra.

 

Com o novo Fethab, produtores rurais passaram a recolher novas alíquotas sobre produtos como soja, milho, algodão, carnes e cana-de-açúcar. A medida já foi judicializada, e na última semana, uma primeira liminar suspendeu o recolhimento do Fethab sobre uma empresa de exportação de produtos agrícolas.

 

A declaração da ministra ocorreu durante visita à feira Norte Show, realizada em Sinop (a 480 km de Cuiabá) e, que contou com a presença do governador Mauro Mendes (DEM). O democrata reafirmou o discurso da ministra, alegando que a taxação do agronegócio foi por absoluta necessidade.

 

“Eu, como cidadão, não gostaria de fazer isso. Como governador não posso olhar para a árvore, tenho que olhar para a floresta. É lamentável, mas todos vão ter que contribuir para a recuperação do Estado, tirar dessa crise que nos colocaram”, apontou.

 

Em resposta a outra reivindicação do setor, que é a destinação de 100% dos recursos do Fethab para a infraestrutura, o governador alega neste momento de recuperação fiscal é impossível. “Temos a saúde com muitos atrasos que precisam ser solucionados. Pegamos o governo com 11 meses de atraso nos repasses aos municípios. A nova lei garante 30% exclusivamente para a infraestrutura. É momento de reconstruir o Estado”, justifica.

 

Mauro disse ainda que já lançou ou relançou 114 obras no Estado, cujo valor de custeio correspondem a R$ 400 milhões provindos de financiamentos e R$ 100 milhões garantidos pelo Fethab. Outras 330 obras continuam paralisadas em Mato Grosso.

Autor: Vinícius Bruno | Fonte: Redação / RD News | Foto: Reprodução