“Testemunhamos o maior ato cívico da história do Brasil”, afirma Dal Molin sobre 7 de setembro

O sol escaldante e nem mesmo as barreiras de proteção instaladas em pontos estratégicos, foram capazes de impedir que milhões de pessoas ‘tomassem’ o Ministério das Esplanadas nesta terça-feira (7), em Brasília.
Em meio a multidão vestida de verde e amarelo está um rosto conhecido da sociedade mato-grossense.
Coberto por uma bandeira nacional, o homem que passa quase que despercebido é o deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC). A pele visivelmente queimada pelo sol demonstra que ele permanecia no local desde cedo.
O anonimato só é quebrado horas antes do pronunciamento do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido), momento em que ele é convidado para discursar em um trio elétrico.
Nesta sexta-feira (10), Dal Molin concedeu uma entrevista exclusiva ao site ubirata24horas e descreveu com riquezas de detalhes a experiência vivenciada na capital federal.
“Testemunhamos o maior ato cívico da história do Brasil. O sentimento que trago para casa é de que o povo está cansando de ver o sistema impondo forçosamente seus anseios por motivos escusos e nada republicanos. Não vamos mais admitir que a nossa Constituição seja desrespeitada”, disse ao avaliar que o ato pró-democracia entrou para a história do país como o maior já realizado.
“Foi algo espontâneo, sem vaidade ou ainda qualquer pretensão política. Famílias inteiras, segmentos econômicos, setor produtivo e entidades de classes tomaram às ruas de todo país para pedir o fim da corrupção e da impunidade, o restabelecimento da nossa liberdade de expressão e uma sociedade mais justa e igualitária (…). A mensagem foi transmitida agora compete aos membros dos poderes decidirem se vão, ou não, respeitar a vontade do povo”, pontua Dal Molin.
Mesmo diante do grande número de participantes nenhum incidente grave foi registrado durante as manifestações. Para o deputado, isso comprova o objetivo pacífico do ato que foi organizado com apoio de lideranças das quatro regiões do Brasil.
Por outro lado, ele criticou a postura de parte dos membros da Mesa Diretora do Congresso que se negaram a receber os representantes do movimento.
“O legislador que não está disposto a ouvir o eleitor, no meu ponto de vista, não é digno do cargo que ocupa. Mas como disse anteriormente, a mensagem foi transmitida. Retornei para casa com o sentimento de que cumpri minha missão como cidadão, brasileiro e como agente político”, finaliza.
Fonte: Redação | Foto: Divulgação
