Tire dúvidas sobre a urina

Quantas vezes é normal urinar por dia?

 

Em média, um adulto de ambos os sexos urina de quatro a seis vezes ao dia ou 1 mil a 2 mil ml por dia, segundo o urologista Romanato. “Quando se aborda não a questão do que é normal (mais comum), mas sim o que é saudável, recomenda-se ingerir quantidade maior de líquidos e não segurar a urina por mais de três a quatro horas, tendo uma frequência recomendada de seis a oito vezes ao dia. Seguindo essas recomendações, pode-se prevenir infecções urinárias e formação de pedras nos rins”, acrescentou Iizuka.

 

 

Na mulher grávida, a bexiga fica comprimida pela presença do bebê no útero, especialmente no terceiro trimestre. “Na semana que antecede o parto e a cabeça do bebê encaixa na bacia, a bexiga pode ficar com uma capacidade reduzida para apenas 50 ml (a capacidade normal é de 350 a 500 ml). Então, se a mulher tomar pouco líquido e tiver um volume urinário mínimo ao redor de 600 ml, a frequência seria 12 vezes ao dia, o que equivale a urinar a cada duas horas”, disse o urologista Iizuka.

 

Sim, urinar muitas vezes pode indicar duas situações, segundo o urologista Iizuka: ou a pessoa tem um aumento do volume urinário diário (causado por diabetes, uso de certos medicamentos como diuréticos ou lesões renais) ou apresenta uma redução na capacidade da bexiga, que pode ser causada por inflamações (cistite, corrimento vaginal, tuberculose urinária), tumores de bexiga ou de órgãos vizinhos (miomas, tumores ginecológicos), quadros de ansiedade e bexiga hiperativa, e até doenças neurológicas (bexiga neurogênica, derrames). Cada situação tem um tratamento diferente.

 

 

É uma condição em que há aumento do número de micções com volume reduzido e urgência em urinar, como explicou o urologista Romanato. “Pode provocar perda involuntária de urina nas roupas. Essa condição afeta muito a qualidade de vida da pessoa e pode ser uma causa especial de incontinência urinária”, acrescentou Iizuka. Uma curiosidade é que o Botox é uma alternativa de tratamento, sendo injetado diretamente na bexiga para inibir as contrações involuntárias.

 

 

Segundo o médico Romanato, na maioria das vezes indica pouca hidratação durante o dia. Doenças endócrinas e metabólicas também podem alterar a urina. “A cor escura tipo cor de chá-mate pode indicar presença de sangue, que pode significar presença de pedras nos rins ou tumores nas vias urinárias. Pode ser também decorrente da simples ingestão de alimentos com ou sem corantes, como muita beterraba. O cheiro forte da urina pode indicar infecção urinária e seu tratamento é com antibióticos”, listou o urologista Iizuka.

 

 

Algumas mulheres podem ter alterações anatômicas na região pélvica após o parto normal, levando ao problema, mas isso não é uma regra, afirmou Romanato. “O risco aumenta se o bebê for grande, fizer parto com fórceps, tiver múltiplos partos e ainda se for associado à obesidade, sedentarismo e cirurgias como histerectomia. O risco aumenta com a idade da paciente e especialmente após a menopausa”, listou o urologista Iizuka.

 

 

“Durante a filtração do sangue pelos rins, uma determinada quantidade de sangue é eliminada na urina. Quando essa quantidade se eleva, pode aparecer no exame de urina ou pode haver sangramentos visíveis, com urina avermelhada”, explicou Romanato. A situação pode indicar vários problemas, mas os mais comuns são pedras nos rins e tumores, como informou Iizuka. “Ambos são potencialmente graves sem tratamento, pois podem colocar em risco a função do rim acometido e até mesmo a vida do paciente. Em qualquer situação desse tipo, deve-se procurar por um urologista sempre, mesmo que não haja dor”, alertou Iizuka.

 

 

A infecção urinária acontece pela contaminação por bactérias. As mulheres são mais propensas, porque a uretra é mais curta (apenas 2 cm) e pela proximidade com a vagina, que pode facilitar a ocorrência de infecções após atividade sexual, disse o médico Iizuka. “Em homens acima de 50 anos, resíduos urinários elevados em virtude de obstrução causada pela próstata são o principal fator para a infecção urinária”, disse o urologista Romanato.

 

 

Infecções urinárias são classificadas em baixas (cistite, na bexiga) ou altas (nefrites, no rim). Segundo Iizuka, as cistites causam aumento de frequência urinária, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após micções e dor para urinar. Casos mais severos apresentam sangramento urinário e dor forte na parte baixa do abdômen. As nefrites têm quadro similar, mas também dor forte nas costas, febre alta ao redor de 39°C e 40°C e grande fraqueza generalizada.

 

 

“Pode evoluir para infecções sistêmicas com sério risco para o paciente”, disse o urologista Romanato. Se não tratar a nefrite (infecção alta, no rim), pode levar a dano irreversível e até perda do rim acometido, segundo Iizuka. “Se a infecção virar generalizada, pode levar rapidamente à morte. Pode causar também complicações sérias, como formação de abscessos e coleções dentro ou fora do rim com necessidade de cirurgias para drenagem”, afirmou Iizuka.

 

 

As causas mais comuns são infecção urinária, pedras nos rins e tumores. “Cada situação tem tratamento específico que deve ser decidido pelo especialista, como dar antibióticos ou indicar cirurgias”, disse o urologista Iizuka.

 

 

Sim, porque apresentam menor perda de líquidos pelo corpo por meio do suor e pela evaporação natural de água, e menor secreção de hormônio antidiurético (hormônio natural), como informou o urologista Iizuka. A ingestão de líquidos como chocolates, cafés, chás, sopas e alimentos picantes e apimentados também faz com que a bexiga fique mais sensível e, portanto, com menor capacidade de armazenamento.

 

 

Sim, pois a bexiga tem uma capacidade e, embora possa se distender, o hábito a longo prazo pode prejudicar o seu funcionamento, já que afeta a musculatura da parede do órgão, explicou o urologista Romanato.
 

Segurar a urina também pode provocar infecções urinárias. Segundo o urologista Iizuka, o esvaziamento da bexiga com uma frequência mínima de quatro a seis vezes ao dia é uma defesa mecânica pela simples expulsão das bactérias que tentam entrar pela uretra e aderir à parede interna das vias urinárias. 


“Em pacientes com próstata grande, prender a urina pode provocar retenção urinária, uma condição em que o paciente não consegue urinar e passa a sentir muita dor. Em casos sérios, precisa ir a um pronto-socorro para colocar um cateter na bexiga (sonda vesical) para esvaziá-la e, por vezes, chega a acumular mais de dois litros de urina”, lembrou o médico Iizuka.

 

 

“A urina é um líquido estéril e completamente desprovido de bactérias em situações normais. A presença de bactérias comprovada em exames é a prova definitiva para o diagnóstico de uma infecção urinária”, disse o médico Iizuka. A presença de bactérias pode indicar também uma contaminação do exame por coleta ou higiene inadequada, como lembrou o especialista.

 

 

Sim. “São eliminadas espontaneamente em 95% dos casos em prazos que variam de poucos minutos a vários dias (até um mês) e, em apenas 5% dos casos, param nos ureteres e precisam ser retiradas com cirurgia endoscópica. Caso contrário, podem provocar perda irreversível da função do rim acometido ou complicações como estreitamentos ou infecções urinárias”, disse o urologista Iizuka. As pedras são visíveis e têm tamanhos, formatos e cores variados.

Fonte: Redação / Terra