Transporte agrícola mais caro: necessidades de melhorias na malha viária de MT

O aumento de custos para o transporte agrícola pelas rodovias federais, que integram o Centro Norte do país, está ligado à sobrecarga e falta de investimentos. É o que apontou uma pesquisa, encomendada pela Frente Parlamentar de Administração Pública.

 

Esses pontos levam a outro questionamento: projetos para melhoria da malha viária de Mato Grosso.

 

Transporte agrícola em MT

Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Administração Pública, o escoamento da safra pelo corredor logístico Centro Norte está 37% mais caro do que na safra anterior. Um dos motivos está na falta de investimentos e sobrecarga das rodovias.

 

Caminhoneiro há mais de 25 anos, o Valmir dos Reis já rodou muito pelas rodovias do Estado e já teve prejuízos pelas condições das estradas. 

 

O levantamento foi feito a pedido da Frente Parlamentar e mostrou que, no ano passado, os caminhões que trafegam neste eixo rodoviário gastaram 41,5 milhões litros de diesel a mais devido a situação das vias. Isso equivale a R$ 189 milhões em gastos adicionais aos transportadores.

 

Diversos fatores influenciam no valor final de um frete e para o caminhoneiro Gustavo Rodrigues, o estado precário das rodovias é um deles, principalmente as estradas que vão para o Norte do país, usadas no escoamento de grãos.

 

Representantes de Mato Grosso no Congresso Nacional articulam medidas para melhorar as condições das rodovias mato-grossenses. A deputada federal Coronel Fernanda explicou à Rádio Centro América FM o que está sendo feito.

 

Na semana passada, o Mauro Carvalho, que estava como senador por MT, após o afastamento de Welligton Fagundes por licença médica, se reuniu com o diretor geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). 

 

Ferrogrão

Uma alternativa às rodovias é a criação da Ferrogrão, que pretende ligar Mato Grosso ao Pará, saindo do Porto de Miritituba em Sinop, a 503 km de Cuiabá, em direção a Itaituba, município paranaense.

 

Porém, o projeto está parado desde março de 2021 em razão de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) no STF (Supremo Tribunal Federal).

 

O partido questiona a alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. A Coronel Fernanda diz que a liberação está sendo aguardada.

 

Em agosto deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu por 6 meses o processo que questiona a constitucionalidade do projeto de implantação da Ferrogrão.

 

 

 

 

Autor: Bárbara Fava e Gabi Braz | Fonte: Redação/Primeira Página | Foto: Daniel B. Meneses/Secom-MT

  • Fonte: Redação/Primeira Página
  • Autor: Bárbara Fava e Gabi Braz
  • Foto: Daniel B. Meneses/Secom-MT