TRE causa novas dúvidas ao absolver Mauro Savi em ação por abuso de poder político

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou, por unanimidade, improcedente a ação de investigação contra o deputado estadual Mauro Savi, acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014.


Conforme a denúncia do Ministério Público, Savi, durante a campanha eleitoral, teria sido beneficiado pelo prefeito de Vila Bela da Santíssima Trindade (540 km de Cuiabá), Anderson Andrade (PDT), que teria dispensado servidores do expediente para comparecer a uma carreata de Mauro Savi.

Mauro Savi conquistou umas das cadeiras destinadas ao cargo de deputado estadual com 55.233 votos, sendo eleito com o maior número de votos em Mato Grosso.

Uma outra ação, por suposta compra de votos nas eleições de 2014, ainda será julgada pelo TRE. Trata-se investigação sobre um suposto esquema de compra de votos, mediante distribuição de dinheiro, no local identificado como “Chácara do Ostácio”, no município de Juara (630 Km de Cuiabá), já passou por várias sessões e aguarda sob pedido de vista. Os autos investigando abuso de poder entraram pela primeira vez no calendário do colegiado. 

O MPE havia pedido, ainda, a quebra do sigilo dos registros telefônicos de Ostácio Bueno de Almeida, apontado como intermediário da compra de votos. Porém, a Justiça Eleitoral negou, no dia 11 de fevereiro, provimento à rogativa. Conforme os autos, seria necessário demonstrar necessidade e utilidade da “medida extrema”.

 

Denuncias de corrupção no TRE

Conforme o site ubirata24horas havia divulgado, no último dia 25 (quinta-feira) o Deputado Estadual por Rondonópolis, Zé do Pátio, causou desconforto ao colocar em cheque a credibilidade do Tribunal Regional Eleitoral Do Estado (TRE-MT).

 

Na ocasião o parlamentar usou a tribunal da assembleia legislativa para criticar a atuação dos juízes do órgão que votaram por unanimidade por sua cassação nas eleições de 2008, Pátio e sua vice Marília Salles (PSDB) foram tiveram os direitos políticos suspensos acusados de supostos gastos ilícitos durante a campanha.

“A máfia nesse estado é grande. Não é só o Poder Executivo, são outras instituições e isso tem que acabar. O povo rondonopolitano não esquece da conduta duvidosa desse juiz relator e dos juízes que deram o parecer naquele processo, pois o povo pagou um preço caro”, desabafou o deputado.

Com a cassação dos dois, o presidente da Câmara Municipal, vereador Ananias Martins Filho (PR), assumiu o comando da prefeitura. Em seguida, ele foi eleito prefeito em uma eleição indireta e concluiu os últimos meses do mandato.
 

A mais nova vitima dos “imparcialidade” dos juízes do TRE foi o prefeito de Nova Ubiratã, Valdenir José dos Santos, (PMDB) que também foi condenado em uma ação movida pela “Coligação Nova Ubiratã é Mais”, derrotada nas urnas durante as eleições de 2012, acusado de suposto uso abusivo de meios de comunicação, quando ainda era candidato á prefeito.

 

 

 

Autor: Flavia Borges | Fonte: Redação/ Olhar Direto | Foto: Divulgação | Cidade: Mato Grosso