Valtenir acusa presidente do partido de usar dinheiro público para ‘caprichos’

O deputado Federal Valtenir Pereira, que já esteve no PT (Partido dos Trabalhadores) e PSB (Partido Social Brasileiro), oficializou o anúncio, por meio de nota à imprensa, que já não faz mais parte do PROS (Partido Republicano da Ordem Social), devido à discordâncias de decisões nacionais do partido, que vão contra seus princípios. Agora, ele segue para “nanico” Partido da Mulher Brasileira (PMB), que apesar do nome, tem em sua maioria filiados do sexo masculino.
“Não posso aceitar a intromissão e a intervenção do presidente nacional nas definições da Bancada na Câmara Federal, bem como o uso do Fundo Partidário, financiado com dinheiro público, para atender a caprichos de dirigentes partidários", disparou Valtenir
A compra de uma aeronave e de um helicóptero por R$ 2,4 milhões com dinheiro oriundo do fundo partidário, ou seja, recursos públicos foram ‘estopim’ para a prematura saída do parlamentar federal que estava há dois anos na sigla.
Por meio de nota, o deputado também alega que não há democracia nas tomadas de decisões o que causa desiquilíbrio dentro da legenda, além de citar falta de ética dos dirigentes nacionais. “O Dirigente Partidário tem a obrigação de ser exemplo em dignidade, ética e Justiça. Esses valores não podem ser deixados de lado ou até mesmo relevados em nenhuma ocasião da gestão partidária ou da atividade política”, diz parte da nota.
O deputado chama de caprichos as ações do presidente nacional do PROS, Eurípedes Gomes De Macedo Junior. “Não posso aceitar a intromissão e a intervenção do presidente nacional nas definições da Bancada na Câmara Federal, bem como o uso do Fundo Partidário, financiado com dinheiro público, para atender a caprichos de dirigentes partidários e deixar de ser investido em atividades que honrem seu real objetivo”, desabafa ao dizer que é um homem transparente em suas ações.
Valtenir se elegeu vereador por Cuiabá em 2004, pelo PT, logo foi para o PSB onde foi presidente regional, mas deixou a sigla devido a desentendimentos internos, principalmente, com o prefeito da capital, Mauro Mendes. O parlamentar vinha sendo 'sondado' pelo PR do senador Wellington Fagundes, porém aguardava a polêmica “janela eleitoral” para não ter problemas com a Justiça.
O deputado ainda sonha em disputar novamente a Prefeitura de Cuiabá no próximo ano. Em 2008 foi derrotado na disputa pelo comando do Palácio Alencastro. Ano passado quase não conseguiu o terceiro mandato na Câmara Federal, ficou com a última vaga.
Autor: Rafael de Sousa | Fonte: Redação / Repórter MT | Foto: Ilustrativa
