Vereador de Nova Ubiratã é acusado de aplicar golpe em servidor público

O vereador por Nova Ubiratã Claudir Rizzo, de 40 anos, (PDT) está envolvido em mais uma polêmica, desta vez o parlamentar é acusado de estelionato, supostamente, praticado contra um servidor público do município que amargou um prejuízo de R$ 23 mil reais.
Segundo o servidor e denunciante L. A. S, de 56 anos, o golpe foi aplicado durante a negociação de um veículo Chevrolet Corsa Classic, de cor prata, ano 2011, adquirido pela vitima em fevereiro de 2013 e quitado em junho de 2014 após o pagamento de três parcelas de R$ 5 mil, R$ 4.500 e a terceira e última no valor de R$ 13.500, totalizando o montante de R$ 23 mil reais.
O que foi comprovado pela vitima através de documentos cedidos a policia e a imprensa, como o contrato de compra e venda do bem, além de cópias dos recebidos de pagamentos feitos ao vereador.
Conforme consta no boletim de ocorrências de nº 2015.78594, registrado na Delegacia de Policia Judiciária Civil de Nova Ubiratã, meses depois o servidor foi procurado por uma segunda pessoa, identificada como Alessandro Roberto Vizoli, antigo proprietário do veículo, que em posse de uma carta de busca e apreensão acabou retendo o automóvel devido a falta de pagamento.
De acordo com o jovem o automóvel, financiado, havia sido comprado em seu nome, porém não foi quitado pelo parlamentar, que mesmo assim, revendeu o patrimônio ao servidor público, caracterizando o possível crime de estelionato.
Consta ainda no boletim de ocorrências que a vitima tentou negociar com o vereador que afirmou não ter dinheiro para honrar as prestações, e mandou o servidor "procurar seus direitos na justiça".
Procurado pela reportagem o vereador citado negou a prática do crime. Por sua vez, Claudir alegou ter efetuado os pagamentos em dia, os valores teriam sido repassados a uma terceira pessoa de quem o vereador teria supostamente adquirido o veículo, este por sua vez, seria tio do jovem Alessandro Roberto.
Questionado se tinha conhecimento do ‘calote’ Rizzo desconversou. “Olha eu sei quem mandaram você fazer isso, eu estou sendo perseguido porque faço denuncias contra o poder executivo e no mais esse caso já está no Fórum e meu advogado irá resolver”, em tom de desabafou afirmou durante entrevista por telefone.
O atual presidente da Câmara de Vereadores de Nova Ubiratã, José Afonso Canola (PPS) também foi procurado e alegou desconhecer a denuncia. Pressionado sobre o posicionamento da presidência Canola foi evasivo. “Nós vamos checar se realmente existe alguma irregularidade, caso seja comprovada a denuncia o conselho de ética da casa deverá tomar as providências cabíveis”, disse.
Quebra de decoro – Se for confirmado que ouve má fé por parte do vereador, ele poderá ser submetido a um processo administrativo interno que pode resultar até mesmo em sua cassação, uma vez que o regimento interno da casa determina que os servidores do legislativo tenham reputação ilibada (íntegra)dentro e fora do parlamento.
Esta não é a primeira vez que o parlamentar se envolve em escândalos, atualmente o político responde há vários processos na justiça, incluindo alguns criminais.
Autor: Rafael Sousa | Fonte: Redação | Foto: Arquivo (ubirata24horas)
