Vereador de Nova Ubiratã usa tribuna para denegrir servidora pública e discurso vira caso de policia

O vereador pelo PDT Claudir Rizzo (PDT), é pivô de mais um escândalo político envolvendo o Poder Legislativo de Nova Ubiratã
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Desta vez o parlamentar é acusado de denegrir publicamente uma auxiliar administrativa , de 37 anos, moradora do Distrito de Entre Rios, durante o uso da tribuna na Sessão Ordinária, realizada na Câmara de Vereadores no dia 13 de novembro (2015).
Conforme a denuncia, feita á Policia Judiciária Civil do município, no último dia 13 de fevereiro deste ano, o vereador, que responde á vários processos na justiça inclusive por suposto crime de estelionato, teria acusado a servidora, que atua na área da educação, de utilizar atestados médicos para se ausentar do trabalho irregularmente.
“Se cobra tanto médico mas não precisa mais, nós temos a..[nome da servidora], não precisa mais médico é só pedir pra ela que ela sabe quando as 'pessoa vão' ficar doente”, em tom irônico frisou o parlamentar, que complementou mostrando um papel com conteúdo desconhecido.
“Gente 'esse de amarelo aqui é tudo' atestado médico dessa funcionária 'desse ano', e eu acho engraçado que ela só fica doente na sexta-feira de sessão [Sessão Ordinária], se a minha mulher fosse funcionária pública 'vai cumprir horário', não tem que seguir marido não, que desgraça é essa de seguir marido”, disse o vereador ao se referir a profissional, que é esposa de outro parlamentar.
Em outro trecho do discurso o vereador, agora denunciado, de forma desrespeitosa chega a insinuar que a profissional tem problemas com seu ciclo pré-menstrual.
“Mulher tem dia 'de ficar' menstruada senhor presidente, mas não precisa ficar indo no médico, agora ficar doente toda a sexta-feira é difícil pra nós, aí 'agente somo' cobrado e não querem que o vereador, o linguão como o Nana fala, o Nana é o língua preta e eu sou o linguão. Querem me chamar de louco, que faz mais de 15 dias que eu não vou no Fórum, senhor presidente e eu tô descarregando na minha mulher porque eu preciso ir pro Fórum se não for eu fico doente mais ainda”, mais uma vez demonstrando descontrole, enfatizou o vereador.
Antes de concluir o discurso Claudir foi repreendido pelo Presidente do Poder Legislativo, José Afonso Canola, após chamar o prefeito do município, Valdenir José dos Santos de safado.
“Vossa excelência eu quero que você use o nível da palavra, não podemos maltratar e denegrir ninguém”, alertou Canola, que em seguida também foi atacado pelo vereador.
De acordo com a servidora, as acusações feitas pelo vereador são inverídicas e caluniosas e ferem sua honra pessoal e profissional causando danos irreparáveis, o que por si só caracteriza o crime de difamação.
Procurada pela reportagem do site ubirata24horas, a Secretária Municipal de Educação e Cultura, Lenir de Fátima Vronski, lamentou o ocorrido e chamou o vereador de desinformado.
“O vereador deveria se atualizar antes de fazer uma denuncia tão grave, ele fala que a servidora vem na sede do município para acompanhar o marido, quando na verdade na maioria das vezes ela vem á serviço, trazer e levar documentos referentes aos alunos e a instituição que trabalha assim como os demais auxiliares administrativos, de outros distritos, também fazem” esclareceu Lenir que ainda fez um desabafo.
“Eu sinceramente sou a favor das críticas desde que sejam feitas de forma construtiva e por pessoas com credibilidade moral, infelizmente alguns vereadores do município se especializaram em falar demais e fazer pouco ou quase nada, como no caso em questão”, finalizou.
A denuncia agora segue para a vara criminal do Fórum da Comarca do município que deve julgar a conduta do polêmico vereador. Haja visto que apesar de gozarem de imunidade parlamentar, a fim de garantir a livre manifestação de pensamento na atividade legislativa, tal direito não é absoluto já que uma crítica injusta, acusando alguém de conduta ilícita, sem provas, extrapola o direito á manifestação e deve ser rigorosamente reparada.
Mesmo diante das constatadas irregularidades até o momento o 'Conselho de Ética' do poder legislativo não tomou nenhuma providência para apurar o caso.
Despreparo – O fato coloca mais uma vez em discussão o despreparo do político, que apesar de estar no terceiro mandato como vereador, e ser acadêmico de direito numa faculdade particular de Sorriso, mostra total desconhecimento da língua portuguesa e das leis vigentes do País.
Fonte: Redação | Foto: Arquivo (ubirata24horas)
