Vereador é acusado de extorsão; corregedoria pede explicações

A corregedoria da Câmara de Sinop, representada pelo vereador Luciano Chitolina (PSDB), informou que oficiou o vereador Fernando Brandão (PR), a respeito dos fatos expostos em veículos de comunicação e solicitou que o vereador relate sua versão.
A Mesa Diretora da Câmara foi devidamente comunicada sobre a providência tomada, por meio de ofício. A cópia do documento endereçado ao vereador Fernando Brandão também foi protocolada junto a Mesa Diretora da Casa.
O Poder Legislativo de Sinop, após a publicação nos veículos de comunicação sobre o suposto ato de improbidade administrativa protocolado no Ministério Público (MP), contra o atual vereador Fernando Brandão, ocorrido por extorsão de pelo menos dois ex-funcionários do parlamentar, só irá se manifestar após receber ofício da denúncia protocolada no MP.
A presidência da Câmara alegou que ainda não foi notificada sobre o assunto e que assim que estiver a par da situação, ou por meio de nota e até mesmo coletiva irá se posicionar.
Denúncia
Dois ex-funcionários comissionados da Câmara de Sinop, que trabalharam para o vereador Brandão, denunciaram no Ministério Público (MP), uma suposta extorsão dos servidores para que pudessem ocupar um cargo no Poder Legislativo.
De acordo com uma das denunciantes, o montante cobrado mensalmente chegava a R$ 1,8 mil. Um outro ex-funcionário, alegou que teve que repassar a assessora Viviane Bulgarelli, o salário completo no primeiro mês, já os outros dois subsequentes nem foram pagos.
Além disso, um deles que diz ter mudado para outro Estado, tem medo de andar nas ruas e algo possa acontecer. Já outra denunciante que protocolou o ato de improbidade no ministério, diz sofrer ameaças.
Sobre o assunto, Fernando Brandão publicou em sua página nas redes sociais que não tem conhecimento sobre a cobrança a qualquer repasse que seja e disse que essas veiculações visam manchar sua imagem, visto que pretende disputar uma vaga como deputado Estadual nas eleições de 2018.
Poder Legislativo
O salário de um parlamentar no Legislativo da capital do nortão é de R$ 9,4 mil com exceção do presidente da Casa, que recebe cerca de R$ 11,7 mil sem descontos. A verba indenizatória mensal para cada fiscalizador alcança R$ 5 mil, ou seja, somado esse valor, um vereador sinopense ganha o equivalente a R$ 14,4 mil bruto.
Cada legislador tem direito a três assessores. Eles são subdivididos em duas categorias. Um mencionado no portal da transparência como Assistente Parlamentar I com salário de R$ 2,6 mil conforme a lei 2403 /2016, e dois Assistentes Parlamentares II, com salário de R$ 2,1 mil. Ambas as categorias recebem auxílio alimentação de R$ 386,67, de acordo com a folha de pagamento do mês de fevereiro, disponível no portal.
Perfil
Fernando Heleodoro Brandão, de 41 anos de idade, é natural da cidade paranaense de Curitiba. Seu pai Valdemar Brandão é ex-vereador e já presidiu o Legislativo por duas vezes, já a mãe Zelir Brandão é empresária. Ele ainda é advogado, formado pela Universidade de Cuiabá (Unic), e tem pós-graduação em Direito Ambiental e Direito Urbanístico.
Iniciou sua vida política como coordenador de Cultura de Sinop entre 2001 e 2002, foi assessor político do deputado estadual Baiano Filho (PMDB) de 2003 a 2006. Entre os anos de 2007 e 2008 foi assessor parlamentar do ex-prefeito Juarez Costa (PMDB). Participou efetivamente como coordenador de campanha de Baiano Filho ainda em Sinop, quando este foi o deputado estadual mais votado em Sinop em 2010.
Em 2011, recebeu um convite do empresário Roberto Dorner (PSDB), para assessorá-lo no período em que assumiu como deputado estadual.
Foi eleito pela primeira vez em 2012 com 1494 votos, vereador em Sinop. Na época o parlamentar era coligado ao partido PSB. Em 2016 se reelegeu, agora pelo Partido Republicano (PR), com praticamente a mesma quantidade de votos, 1453. Ele foi o sétimo mais votado.
Autor: Anderson Hentges | Fonte: Redação/ RD NEWS | Foto: Divulgação | Cidade: Sinop
