Vereadores de Nova Ubiratã barram projeto e impedem reajuste salarial a cargos comissionados

Por 5 votos a 3, a Câmara de Vereadores de Nova Ubiratã reprovou, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 003/2017 que previa o reajuste salarial dos servidores que compõe o quadro do grupo funcional dos cargos de Direção e Assessoramento Intermediário (DAI) do Poder Executivo.
O projeto ainda previa a criação dos cargos de Assistente Operacional de Engenharia, Assessor Técnico em Informática, Assessor Técnico em Controle de Frotas, Secretário Adjunto de Assistência Social, Diretor de Departamento de Contabilidade, Assessor Técnico em Segurança do Trabalho e Coordenador de Obras Urbanas.
De acordo com a prefeitura do município, a medida é necessária uma vez que os cargos em questão não são contemplados com outros benefícios trabalhistas, como por exemplo, o reenquadramento salarial da classe ou ainda a Revisão Geral Anual (RGA). O que resultou em defasagem.
Quanto a criação de novos cargos, a entidade reforça que grande parte dos servidores já atua nos cargos, ora citados, mas sem a devida remuneração.
“O maior patrimônio de toda e qualquer empresa pública ou privada são seus colaboradores. Desde quando assumi a gestão priorizei o respeito ao servidor público e foi graças a isso que concedemos o tão sonhado reenquadramento salarial, uma promessa que se arrastava por quase uma década. Regulamentamos a situação dos profissionais da educação e agora estamos tentando ajustar os salários dos comissionados que estão sem correção há mais de 7 anos”, justificou o prefeito Valdenir José dos Santos.
Ainda de acordo com o chefe do executivo, a defasagem salarial tem estimulado os servidores à buscarem vagas existentes na iniciativa privada.
“Precisamos levar em consideração a qualificação profissional e a importância dessas pessoas que por ora tem se dedicado ao setor público. Muitos já sinalizaram interesse em migrar para empresas privadas devido a defasagem salarial”, complementa.
Segundo o gestor outra justificativa é o fato dos vereadores terem ajustados os próprios salários que são atrelados aos da administração pública.
“Eu não consigo entender como a pessoa aumenta o próprio salário e barra um reajuste aos demais servidores. Me envergonha saber que assim como os salários de vereadores também foram reajustados os salários de prefeito, vice-prefeito , secretários e que vamos conceder o pagamento do RGA aos servidores de carreira, mas não vamos contemplar os cargos comissionados”, finaliza.
Em uso da tribuna, os vereadores contrários ao projeto demonstraram mais interesse em saber os nomes dos servidores comissionados, dando pouca ou nenhuma atenção aos cargos propriamente ditos.
Em tempos – Vale ressaltar que recentemente os vereadores de Nova Ubiratã criaram e aprovaram leis semelhantes aumentando os próprios salários de R$ 6,1 para R$ 8,2 mil reais.
No caso do presidente do legislativo o aumento foi ainda mais ‘generoso’ chegando a casa dos R$ 9,6 mil reais ao mês. Os valores citados, em ambos os casos, correspondem ao salário e a verba de gabinete (indenizatória).
Apesar do impacto orçamentário tais aumentos foram concedidos sem consulta popular, diferente do que ocorreu em Sorriso onde o reajuste foi barrado a pedido da sociedade.
Votaram á favor do reajuste – Adilson Luiz da Silva – PMB, Nilton Luiz Parizzoto – PSDB e Elaine Cristina Teixeira – PMB
Votaram contra o reajuste – Ney da Madeireira – PPS, José Dias Pedroso – PSB, Diogo Hilário Feijó Setter – PR, Claudir Antônio Rizzo – PDT e Jaime Hobold – DEM
Conforme o regimento interno do legislativo o voto do presidente, Heder Sais Machado – DEM, só seria necessário em caso de empate.
Autor: Rafael Sousa | Fonte: Redação | Foto: Arquivo (ubirata24horas)
