Jogadores encostados no DM dão prejuízo milionário aos cofres do Sport

O caso mais emblemático é o de Régis. Entregue ao departamento médico desde agosto, o meia tem sido o exemplo mais negativo na relação custo-benefício para o Sport. Para tê-lo no elenco, o clube investiu cerca de R$ 2,5 milhões, por 40% dos direitos econômicos. A expectativa era que o atleta – contratado junto a Chapecoense –  comandasse o meio de campo do Leão. Não por acaso, recebeu a camisa 10. No entanto, desde que chegou ao Rubro-negro, Régis atuou apenas 36 minutos – marcou um gol contra o Atlético-PR. O gasto é de cerca de R$ 69 mil por minuto jogado, sem contar os salários do jogador. 
 
Se o montante desperdiçado em torno do armador assusta, a despesa gerada por Leonardo é ainda mais contundente. Assim como Rodrigo Mancha, o atacante está afastado desde julho. Contratado no início da temporada para ser a “sombra” de Neto Baiano, o jogador chegou a fazer sete jogos nesta Série A, sendo cinco delas como titular, mas não atua desde a partida contra o Goiás, na 11ª rodada, por conta de uma lesão na coxa.
 
Somando todos os gastos, o Sport investiu cerca de R$ 1 milhão desde a chegada de Leonardo, em fevereiro. Ele fez apenas 10 jogos na temporada e marcou um gol – decisivo – na semifinal do Pernambucano, contra o Santa Cruz.
 
Diferentemente dos dois companheiros, Rodrigo Mancha está longe de ser considerado um prejuízo. Titular durante todo o primeiro semestre, quando foi um dos pilares nas conquistas do Pernambucano e da Copa do Nordeste, o volante luta contra uma lesão na coxa desde o início de junho. A última aparição foi contra o Vitória, em 31 de maio, ainda pela nona rodada do Brasileirão. Com contrato até o final da temporada, o jogador é visto como prioridade para a diretoria, que só espera a recuperação do volante para assinar um novo vínculo. 
 
Nos últimos quatro meses, porém, inevitavelmente, Mancha passou a ser um exemplo negativo na relação custo-benefício. Chama a atenção a demora na recuperação, tendo em vista que a lesão na coxa, a princípio, não era vista como das mais graves. Para efeito de comparação, o período de recuperação se aproxima do de uma lesão de rompimento de ligamento de joelho, quando, em alguns casos, o jogador consegue voltar aos gramados em seis meses. Os gastos com Mancha nos últimos quatro meses ultrapassam R$ 200 mil.
 
Outro caso que chama a atenção é o de Ewerton Páscoa. O zagueiro ficou 15 dias afastado por uma lesão muscular na coxa e, no dia do retorno, a primeira partida contra o Vitória pela Sul-Americana, voltou a sentir a região. Já se passou quase um mês desde aquele jogo, no dia 28 de agosto, e a última previsão, de que ele poderia voltar contra o Coritiba, ficou só na previsão mesmo.

Fonte: Redação / G1 MT | Foto: Elton de Castro

  • Fonte: Redação / G1 MT
  • Foto: Elton de Castro