Justiça concede prisão domiciliar à advogada presa por suposto tráfico de drogas

O Juiz da Comarca de Sorriso Jacob Sauer deferiu na tarde desta quinta-feira (08), o pedido protocolado pela defesa da advogada, Cibele Parreira Reis de Lima Miranda, concedendo para a acusada o direito de responder o processo em prisão domiciliar.
O mesmo pedido havia sido negado no inicio desta semana pela Juíza da 6º Vara Cível Ana Graziela Vaz de Campos Corrêa, na ocasião a magistrada ainda teria acionado a Secretaria de Segurança do Estado, exigindo que o órgão conseguisse uma vaga para manter a advogada presa.
A decisão a favor da advogada teria saído por volta das 12h00, porém Cibele só foi liberada da delegacia ás 16h30, quando o oficial de justiça apresentou o alvará de soltura.
Acompanhada por seu advogado, Cibele que estava bastante abalada não quis comentar sobre o caso.
A bacharel em direito foi encaminhada diretamente para sua residência, onde cumprirá a prisão domiciliar 24 horas por dia.
De acordo com um especialista jurídico, consultado por nossa equipe de jornalismo, se por algum motivo a acusada desrespeitar a decisão judicial, o beneficio pode facilmente ser revogado e a advogada retornar para a prisão.
Conforme o site Ubiratã24horas já havia noticiado Cibele foi presa na última segunda-feira (05), após ser flagrada tentando entrar no Centro de Ressocialização de Sorriso, com um colchão recheado com maconha.
Outro lado:
Desde o momento da prisão a advogada sempre alegou inocência, segundo Cibele ela só estaria fazendo o favor ao detento a pedido do colega de trabalho doutor Antônio Lenoar.
A versão de Cibele foi confirmada pelos Agentes Prisionais que localizaram a droga, de acordo com o depoimento de dois servidores, a advogada que é tida como referência profissional, estava bem tranquila, e teria se assustado quando foi comunicada que havia maconha no colchão.
Ainda segundo o depoimento, foi a própria advogada que pediu que fosse feita a revista, o que reforça a suspeita sobre a inocência da profissional.
O advogado Antônio Lenoar citado nesta matéria, não foi encontrado para comentar sobre o caso.
Confira trechos dos depoimentos:
Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação | Foto: Arquivo (ubirata24horas) | Cidade: Sorriso
