Pacientes organizam manifesto pedindo reabertura de “hospital espiritual” de Nova Ubiratã

Moradores de diversas cidades de Mato Grosso são esperados para participarem, nesta quinta-feira (02), da passeata em apoio ao médium espiritual Flávio Ferreira, responsável pela Casa Fraterna Luz Divina, situada no Distrito de Piratininga, em Nova Ubiratã.

 

A manifestação, organizada por amigos e pacientes do médium espiritual pede a reabertura do local interditado, em fevereiro, pelo Ministério Público Estadual (MPE) por meio de liminar interposta por uma ação civil pública.

 

De acordo Iago Mella, um dos organizadores da manifestação, o objetivo é chamar a atenção das autoridades competentes para a importância do espaço que chegou a atender mais de 100 pessoas por dia.

 

“Eu sinceramente não entendo o posicionamento da justiça neste caso, até mesmo porque centenas de casas religiosas estão em funcionamento no País”, afirma.

 

Para Iago, que é ex-paciente de Flávio Ferreira, o 'hospital espiritual' pode estar sendo alvo de intolerância religiosa ou até mesmo de perseguições de classes contrárias ao espiritismo.

 

“O argumento do Ministério Público de exercício ilegal da medicina não procede, até mesmo porque no local não é receitado nenhum tipo de medicamento ou feito qualquer tipo de incisão cirúrgica. As operações são apenas espirituais e como ex-paciente posso lhe garantir que são benéficas”, pondera.

 

A passeata está prevista para ás15h partindo da Praça da Juventude, centro de Sorriso, em direção a sede do Ministério Público do município.

 

Outro lado – A reportagem do site ubirata24horas tentou contato, via telefone, com o MPE, porém as ligações não foram atendidas.

 

Entenda o caso – Conforme noticiado, em 23 de fevereiro, pelo site ubirata24horas, o 'hospital espírital' foi interditado durante uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

 

Na época a investigação apontou um suposto esquema, liderado pelo médium e os produtores rurais Sabino Maggioni e Hilário Bosing, para ludibriar as pessoas através da fé.

 

Segundo o Gaeco, os pacientes que procuravam o local tinham que efetuarem um pagamento de R$ 100 reais por consulta em forma de ‘doação’. A estimativa é que o grupo movimentou mais de R$ 8 milhões de em 2016.

 

Com base nas denuncias a justiça autorizou mandados de buscas e apreensões nas residências e escritórios do envolvidos, assim como o bloqueios dos bens e quebra dos sigilos bancários.

 

Apesar de todas as supostas evidências até o momento nenhuma prova contundente foi apresentada pelo MPE.

 

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Fonte: Redação | Foto: TV Sinergia/Reprodução