Projeto Padrinhos é implantado em Nova Ubiratã e tráz esperança á crianças em situação de risco

O município de Nova Ubiratã é a 18ª comarca de Mato Grosso a implantar o ‘Projeto Padrinhos’. Desenvolvido pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) com o apoio da Prefeitura Municipal.
O lançamento oficial do projeto no município, coordenado pela juíza Marina Carlos França, ocorreu na manhã da última sexta-feira (15), nas dependências da Câmara Municipal de Vereadores e contou com a presença do juiz da CGJ-MT Luiz Octávio Saboia, das assistentes sociais da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Ivone Leite Moreira Moura e Nadir dos Santos Nadaf, além dos representantes dos poderes legislativo e executivo, entre eles o prefeito Valdenir José dos Santos e sua esposa e Secretária de Ação Social, SIleuza dias Santos.
Conforme o cronograma do projeto, a partir de agora, os acolhidos com idade entre 07 e 18 anos na Casa Lar do município poderão ser apadrinhados.
Atualmente a instituição acolhe três crianças e seis adolescentes. “A resposta da sociedade foi imediata. Logo após lançarmos o projeto já tivemos notícias de pessoas interessadas em apadrinhar, até mesmo uma candidata à adoção já nos procurou”, conta a magistrada, responsável pelo pedido de implantação do Padrinhos.
De acordo com a juíza, assim que chegou à comarca e começou a analisar os processos desses jovens, percebeu a necessidade de promover um convívio social a eles, especialmente porque a maioria encontra-se em uma fase transitória, longe da família biológica e ainda sem possibilidade de integração à família substituta (adotiva).“Diante da situação encontrada, solicitei à Ceja a implantação do projeto e, entre outras medidas, busquei uma aproximação como Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente”, revela.
O juiz auxiliar Luiz Octávio Saboia esclareceu que o projeto tem como missão apresentar uma esperança, uma visão de futuro para crianças e adolescentes que acreditam não ter mais condições de serem adotados. “Além disso, oportuniza que, ao conhecer essa realidade, padrinhos e madrinhas possam ter um olhar diferenciado para a possibilidade da adoção”, defende.
O magistrado ainda conclamou a sociedade e a comunidade local quanto à obrigação de priorizarem crianças e adolescentes, conforme o que diz o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”, afirmou.
Para a juíza da comarca, a presença da equipe da CGJ-MT foi muito importante para dar legitimidade ao projeto e mostrar a força que ele tem. “Inclusive temos registros de muitos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no município e acreditamos que o projeto vai nos auxiliar a combater essa triste realidade”, considera Marina França.
“Essa iniciativa do poder judiciário é de suma importância e nos ajudará a oferecer mais dignidade e esperança a todas as crianças que já são atendidas pela secretaria de ação social”, pontuou o prefeito Valdenir.
Pensamento semelhante tem a responsável pela pasta que não escondeu a alegria em participar do projeto. “O tratamento que damos as nossas crianças e adolescentes é diferenciado, presamos pelo bem estar deles e além de todo o amparo de obrigação do município nós oferecemos amor, carinho e atenção”, assinalou a primeira dama do município, Sileuza Dias Santos.
Atualmente o município possuí 09 crianças com idades entre 11 e 15 anos aptas á participarem do projeto. Os interessados em adotar uma criança devem procurar o Fórum da Comarca de Nova Ubiratã para obter mais informações.
Saiba mais – O Projeto Padrinhos foi instituído em 2008 pela Corregedoria-Geral da Justiça, como uma iniciativa de solidariedade e apoio às crianças e adolescentes acolhidos em instituições públicas. O objetivo é promover a participação de pessoas da sociedade civil, que não têm interesse na adoção ou guarda, mas que desejam ‘apadrinhar’ essas crianças e adolescentes.
Há três modalidades de apadrinhamento:
Afetivo – é aquele que dedica parte do tempo para a criança ou o adolescente, faz visitas regularmente, compartilha momentos especiais nos fins de semana, feriados ou férias escolares.
Provedor – é quem dá suporte financeiro às crianças e adolescentes por meio de doação de material escolar, calçados, pertences de uso pessoal ou com patrocínio de cursos profissionalizantes, artísticos, educacionais e esportivos.
Prestador de serviços – normalmente é um profissional liberal que se cadastra para atender às crianças e aos adolescentes conforme sua especialidade de trabalho (dentista, médico, professor, etc.).
Em 2015, foram cadastrados 56 novos padrinhos afetivos, sete provedores e oito prestadores de serviços em Mato Grosso. Além disso, o Padrinho foi escolhido para integrar o projeto ‘Crescer sem violência: subsídios para a implementação de políticas públicas para a infância e adolescência’, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e passou a ser divulgado pela organização.
Com informações – Assessoria de Comunicação CGJ-MT
Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Arquivo (ubirata24horas)
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