Secretaria de Saúde realiza avaliação e identifica 7 novos casos de hanseníase em Nova Ubiratã

Sete moradores do Distrito Entre Rios, situado a 150 quilômetros do perímetro urbano, foram diagnosticados com hanseníase durante uma avaliação realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Nova Ubiratã.
Ao todo quarenta e três pacientes passaram por avaliação, entre os dias 16 e 17 de abril.
A ação foi realizada por uma equipe composta por uma clínica-geral, um enfermeiro do município e pela técnica em enfermagem, Margarete Meneguzzi, da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e especialista na identificação da doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium Leprae.
Além dos sete pacientes diagnosticados, a equipe também selecionou quatorze casos suspeitos que deverão ser monitorados por um período que varia entre seis meses a até um ano.
Segundo a secretaria municipal de Saúde, atualmente 29 pacientes, com idades entre 43 e 66 anos, recebem tratamento gratuito para combater a doença, sendo que deste número de pacientes treze correspondem ao distrito de Entre Rios.
Considerado o Estado com maior índice da doença (105,2 casos por 100 mil habitantes), Mato Grosso registrou o aumento de 20% no número de pacientes infectados. Somente no ano passado, foram confirmados 4.201 novos casos segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde.
De acordo com o secretário de Saúde de Nova Ubiratã, Silvio André Stolfo, a hanseníase é uma doença infectocontagiosa e típica de regiões tropicais e pode ser transmitida pelo ar, geralmente em ambientes fechados e pela proximidade e contato prolongado com o paciente infectado.
“Por se tratar de uma doença silenciosa, já que os sintomas podem levar de 6 meses a 6 anos para aparecerem, a secretaria de Saúde não tem medido esforços para diagnosticar precocemente os pacientes infectados”, assinala.
O gestor ainda reforçou a importância do tratamento ininterrupto.
“Se a doença for diagnosticada precocemente, o paciente pode ser curado em até seis meses. Já o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no entanto, é necessário que ele seja seguido corretamente, caso contrário o paciente pode ter complicações futuras como a perda de sensibilidade, da força muscular das pernas, cegueira, adquirir deformidades nas extremidades pelo corpo ou, em casos extremos, até mesmo a morte. Caso apresente algum sintoma da doença o paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa para receber o atendimento necessário, alerta Stolfo.
Principais sintomas
Os sinais típicos da doença são; manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; comprometimento neural periférico em mãos e/ou pés e/ou face. Outros sinais e sintomas são: dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; Caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos; diminuição da sensibilidade e/ou da força muscular de olhos, mãos e pés; áreas com diminuição dos pelos e do suor.
Tratamento
O tratamento da hanseníase é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antibióticos são usados para tratar infecções, mas o tratamento completo é de longo prazo. Nas formas mais brandas (paucibacilares) demora em torno de seis meses, já nas formas mais complicadas pode demorar um ano ou mais.
Existem alguns medicamentos específicos e combinações medicamentosas que são prescritas pelo médico. Alguns deles não podem ser tomados por gestantes. Por isso, comunique sempre seu médico em caso de gravidez. É fundamental seguir o tratamento prescrito pelo médico, pois ele é eficaz e permite a cura da doença caso não seja interrompido. A primeira dose do medicamento já garante que a bactéria não é transmitida a outras pessoas.
Autor: Michel Ferreira | Fonte: Redação / Assessoria | Foto: Divulgação
