TRE aprova contas de Barranco e sinaliza posse na Assembleia

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso – TRE/MT mesmo não votando a validação dos 19.227 votos obtidos por Valdir Mendes Barranco (PT) nas eleições de 2014 acabou aprovando com ressalvas as contas de campanha do mesmo. Com isso, foi aberto em definitivo o processo que poderá culminar com a perda de mandato de Pery Taborelli (PV) para Valdir Mendes Barranco, confirmando uma tendência que se repete desde a década de 90 quando o Partido dos Trabalhadores sempre teve entre um e dois representantes na Assembleia Legislativa.
Os votos de Barranco, somados ao de Altir Peruzo (PT) que também foi candidato a deputado estadual, mas concorreu por força de liminar, já que pesava contra si, possível acusação de não ser ficha limpa, acabou devolvendo ao PT uma vaga de deputado estadual e, por conseguinte retirou uma vaga do PV que elegeu dois deputados estaduais, Wancley Carvalho que obteve 19.639 votos e Pery Taboreli com 18.526 votos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconsiderou as duas candidaturas petistas, primeiramente de Altir Peruzo e depois de Valdir Mendes Barranco. O primeiro foi prefeito de Juína e o segundo de Nova Bandeirantes e para os ministros da mais alta corte da Justiça Eleitoral, ambos foram considerados, ficha limpa, o que devolveu-lhes a condição de candidatos com votos válidos.
Cabe ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT) e principalmente ao vice-presidente e corregedor eleitoral, desembargador Luiz Ferreira, como relator do processo de Barranco validar seu registro, sendo que até o momento isto não aconteceu por questões judiciais como a inserção de novos advogados de ambas as partes que disputam a vaga, tanto Valdir Mendes Barranco quanto Pery Taborelli, segundo informou a assessoria de imprensa do TRE/MT.
Mesmo sinalizando não existir uma data prevista para se apreciar a determinação do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, a assessoria de imprensa, informou que o desembargador Luiz Ferreira, pretende estar com seu voto pronto para a próxima semana. O caso de Valdir Mendes Barranco não é o primeiro de Mato Grosso. Em 2010, Pedro Henry também disputou as eleições para a Câmara Federal com uma liminar, portanto, não teve seus votos computados no dia da apuração dos resultados eleitorais. Posteriormente, com a validade de sua candidatura, Henry acabou confirmado deputado federal e Ságuas Moraes (PT) que havia sido eleito, perdeu a vaga para um terceiro, no caso Nilson Leitão (PSDB) que passou à condição de eleito.
Autor: Marcos Lemos | Fonte: Redação/ Diário de Cuiabá | Foto: Reprodução | Cidade: Mato Grosso
